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Emprego formal na Indústria cresceu no Pará ano passado

Mais de 9 mil postos de trabalho formais foram criados em 2021 no Pará. Número mostra recuperação da economia um pouco maior do que em 2020.

terça-feira, 01/03/2022, 07:56 - Atualizado em 01/03/2022, 07:55 - Autor: Redação

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Apesar do balanço positivo, o mês de dezembro teve saldo negativo em toda a região Norte do País
Apesar do balanço positivo, o mês de dezembro teve saldo negativo em toda a região Norte do País | Marcelo Seabra/Agência Pará

Mesmo com as adversidades conjunturais impostas pelos reflexos da pandemia, o emprego formal na indústria no Estado do Pará apresentou saldo positivo de 9,2 mil postos criados, no comparativo entre admitidos e desligados em 2021.

É o que mostram as análises do estudo produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho e Previdência, via Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O estudo também é parte integrante do projeto do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Dieese e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

BALANÇO

O balanço do mês de dezembro/2021 mostra saldo negativo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados. Foram registrados, no período analisado em todo o Pará, 2.367 admissões contra 3.977 desligamentos com a perda de 1.610 postos de trabalhos. Em dezembro/2020, a indústria paraense também apresentou saldo negativo de empregos formais, só que em quantitativo: 2.574 admissões, contra 3.447 desligamentos com a perda de 873 postos de trabalhos.

 

Setor da Indústria em Geral no Pará apresentou saldo positivo de empregos formais em 2021. Foram feitas no período analisado, 49.956 admissões, contra 40
Setor da Indústria em Geral no Pará apresentou saldo positivo de empregos formais em 2021. Foram feitas no período analisado, 49.956 admissões, contra 40 | DIVULGAÇÃO
 


Ainda em dezembro/2021, no Setor da Indústria em Geral, todos os Estados da Região Norte apresentaram saldos negativos de empregos formais, com destaque para o Pará com a perda de 1.610 postos de trabalhos, seguido do Amazonas (746); Rondônia (606); Tocantins (137); Roraima (44); Amapá (30) e do Acre (23). Ainda de acordo com as análises do Dieese/PA, foram registrados, em toda a Região Norte, 6.965 admissões contra 10.161 desligamentos com a perda de 3.196 postos de trabalhos.

POSITIVO

O estudo mostra que, mesmo com o saldo negativo observado no mês de dezembro, no balanço do ano de 2021 (janeiro-dezembro), no comparativo entre admitidos e desligados, o Setor da Indústria em Geral no Pará apresentou saldo positivo de empregos formais. Foram feitas no período analisado, 49.956 admissões, contra 40.709 desligamentos com a geração de 9.247 postos de trabalhos.

No ano de 2020 (janeiro-dezembro), a indústria paraense também apresentou saldo positivo de empregos formais, só que bem menor que o verificado no ano passado: 40.236 admissões, contra 34.812 desligamentos com a geração de 5.424 postos de trabalhos.

As análises mostram também que no ano passado a maioria dos Estados do Norte apresentou saldos positivos de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Pará com a geração de 9.247 postos de trabalhos, seguido do Amazonas (8.972); Tocantins (2.043); Acre (731); Amapá (492) e Roraima (480). Na outra ponta, apenas o Estado de Rondônia apresentou saldo negativo, com a perda de 135 postos de trabalhos.

Ainda de acordo com as análises do Dieese/PA, no mesmo período foram registradas na Região Norte 129.727 admissões contra 107.897 desligamentos gerando um saldo positivo de 21.830 postos de trabalhos.

CARTEIRA ASSINADA

Os dados do novo Caged, divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho, consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem as ocupações informais.

Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.

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