Em 2022, o Pará foi o Estado da Região Norte que mais contratou formalmente jovens aprendizes. Mais de 10.400 jovens foram contratados em todo o Estado. As informações são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).
O levantamento mostra que apesar de uma conjuntura econômica em retomada e que ainda sofre com os reflexos da pandemia no mercado de trabalho, o Pará segue contratando formalmente menores aprendizes, um crescimento que representa cerca de 10% a mais que o registrado no ano de 2021, que fechou com a marca de 9.500 jovens aprendizes contratados, conforme aponta o órgão.
O estudo foi analisado e elaborado pelo Dieese/PA com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho, segundo o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
SETORES
Ainda de acordo com estudo, levando em consideração os setores econômicos de atividades, a maioria dos jovens aprendizes foi contratada formalmente para o setor comércio com a admissão de 3.218 jovens (equivalente a 30,8% do total das contratações), seguido do setor serviços, com a contratação de 2.603 jovens (equivalente a 24,9% do total das contratações); setor da indústria, com a contratação de 2.594 jovens (equivalente a 24,8% do total das contratações); setor da construção, com a contratação de 1.061 jovens (equivalente a 10,2% do total das contratações) e do setor da agropecuária, com a contratação de 977 jovens aprendizes (equivalente a 9,3% do total das contratações).
Em toda a região Norte foram contratados formalmente o total de 25.621 jovens aprendizes, com destaque para o Estado do Pará, que mais contratou formalmente, o equivalente a cerca de 40,8 % do total de contratações de todo o Norte, seguido dos Estados do Amazonas e de Rondônia.
PARA ENTENDER
Diferença entre caged e pnad
Vale ressaltar que os dados do Caged levam em consideração apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem as ocupações informais. Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).
Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.
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