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ESPECIALISTA EXPLICA

Na cabeça, no músculo, na TPM. É possível viver sem dor?

A dor crônica acomete cerca de 37% da população brasileira. Apesar de ser algo que nos acompanha desde o início da vida, especialista garante que é possível evitá-la

segunda-feira, 04/10/2021, 14:35 - Atualizado em 04/10/2021, 14:35 - Autor: Com informações da assessoria

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As dores crônicas podem impactar na vida produtiva e social das pessoas
As dores crônicas podem impactar na vida produtiva e social das pessoas | Reprodução/Freepik

Dor de cabeça, nas costas, muscular, pós AVC, oncológica, menstrual, fibromialgia: a dor se apresenta em diversos momentos da vida, por inúmeras possibilidades de causa e múltiplas intensidades. Mas o que fazer quando ela deixa de ser temporária e passa a estar presente, de modo intenso e contínuo, na rotina do indivíduo? A resposta pode estar nos procedimentos neuromodulares.  

"A dor crônica é um problema grave de saúde pública e que já acomete cerca de 37% dos brasileiros. Para essas pessoas, atividades simples do dia a dia são impactadas por causa dos quadros dolorosos persistentes", explica o neurocirurgião e doutor pela Unifesp, Claudio Corrêa.

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O médico, que já soma mais de 30 anos de atuação no tratamento da dor, conta que a dor crônica afeta não só a parte física como também a saúde mental do paciente, não sendo raros os casos em que são desenvolvidos episódios de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e déficits de atenção por sua causa da dor.

"Estes indivíduos também podem sofrer com a fobia social e problemas financeiros, uma vez que frequentemente não se sentem dispostos em estar em coletivo e ou trabalhando", relata o especialista.

Mas afinal, o que é dor crônica?

A dor é uma sensação desagradável que ocorre em resposta ao estímulo ou lesão de terminações nervosas sensitivas, podendo se apresentar em diferentes níveis, tipos e regiões do corpo, dependendo do que a ocasiona.

Pode aparecer na forma aguda ou crônica, onde se diferencia por tempo de duração e causa. A primeira é, geralmente causada por inflamações, queimaduras, lesões ou traumas. Costuma ser curada em até 3 meses e são exemplos as fraturas, cólicas renais, cortes à faca, entre outros.

Já a dor crônica é aquela que perdura por mais de 3 meses e está frequentemente relacionada a uma disfunção ou lesão neurológica. Pode aparecer por diferentes fatores que interagem e favorecem sua cronificação especialmente doenças prévias como o herpes zoster e também crônicas, como a esclerose múltipla, neuropatia diabética, distonias, entre outras.

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"É um tipo de dor que, na maioria das vezes, permanece mesmo após a sua causa ter sido tratada. Pode ser ocasionada por lesões permanentes nas estruturas nervosas ou mesmo não terem causa definida, impossibilitando a cura definitiva", pontua Corrêa. 

Seu impacto no cotidiano é tão intenso que interfere em todas as esferas da vida, como os hábitos básicos de se relacionar, comer e dormir. De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), quase 50% dos pacientes com o diagnóstico de dor crônica possui algum transtorno do sono. 

Vias de tratamento da dor para além dos tratamentos convencionais

O tratamento da dor crônica deve ser multidisciplinar e integrativo, partindo de medicações especiais e terapias de reabilitação física e ou mentais - que, ainda assim, podem não surtir o efeito esperado. Para este último cenário, a medicina oferece alguns procedimentos operatórios que agem diretamente no sistema supressor da dor, indo desde a inibição da ascensão do estímulo doloroso até a córtex cerebral, até a ativação de centros moduladores da dor.   

“Os procedimentos são indicados de acordo com o nível de dor e impacto funcional de cada cenário observado, mas há resposta significativa em todos eles para que o paciente possa retomar grande parte de suas atividades, alcançando uma vida com mais qualidade e autonomia”, explica Dr. Claudio Corrêa.

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