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Mães avaliam relação com os filhos

Primeiro era a televisão que “influenciava” as crianças e as mantinha hipnotizadas. Depois, o videogame, que as “viciava” e sempre foi alvo de discussões. O computador e a Internet trouxeram mais um “inimigo” com quem os pais começaram a “brigar”. Agora,

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Primeiro era a televisão que “influenciava” as crianças e as mantinha hipnotizadas. Depois, o videogame, que as “viciava” e sempre foi alvo de discussões. O computador e a Internet trouxeram mais um “inimigo” com quem os pais começaram a “brigar”. Agora, a nova geração tem absolutamente tudo na palma das mãos.

As crianças já nascem sabendo falar a linguagem digital, antes mesmo de aprender a ler. Manuseiam e se interessam por smartphones e tablets desde pequenos. Tudo na vida delas já começou bem diferente da geração anterior: no lugar de bibliotecas, Google; no lugar de cadernos, tablets; no lugar do videogame, aplicativos para telefones.

A médica Clívia Carneiro sabe exatamente o que é ter filhos precocemente conectados. João Victor, 9, e Maria Fernanda, 8, desde pequenos mexiam nos celulares dos pais e em tudo que era touch screen. Hoje, João tem o seu próprio tablet.

A mãe vê muitos aspectos positivos nessa relação com a tecnologia, desde que os pais saibam achar um equilíbrio na hora de liberar os gadgets. “É interessante porque a descoberta estimula o raciocínio deles, inclusive para novas línguas. Eles sabem palavras em inglês, sabem digitar e falar coisas que aprendem só de ler nos aplicativos e nos programas”, diz a mãe.

Segundo ela, a relação estabelecida com os filhos é de extrema confiança e responsabilidade. É acertado que o dever de casa vem antes de tudo, e que existem horas combinadas para brincar com o iPad, o iPod.

Para Gerusa Fonseca, fonoaudióloga e mãe de Totti, 6 anos, Thor, 4 anos, e à espera de Theo, ainda é cedo para saber se o acesso muito cedo à tecnologia será mais benéfico ou mais prejudicial. “Essa geração tablet vai passar por um boom ainda. Lá na frente é que vamos saber se era melhor a brincadeira e a vida analógica ou o acesso fácil à era digital. Será que daqui a 20 anos isso vai ter sido bom ou ruim para eles?”, questiona-se a mãe, confessando que até para os adultos é difícil se desconectar hoje em dia.

(DOL com informações da D Semanal)

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