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Idade não impede prática do balé

Elas já são donas do próprio nariz e muitas vezes acumulam funções de trabalhadoras, donas de casa, mães e esposas, mas resolveram ir em busca de um sonho de infância. No guarda-roupa, vão agregando novos utensílios: redinhas de coques, sapatilhas, meias

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Elas já são donas do próprio nariz e muitas vezes acumulam funções de trabalhadoras, donas de casa, mães e esposas, mas resolveram ir em busca de um sonho de infância.

No guarda-roupa, vão agregando novos utensílios: redinhas de coques, sapatilhas, meias-calças, tutus e grampos, muitos grampos. Sim, elas são bailarinas, e com muito orgulho, e desafiam o tempo e a sociedade para provar que o amor pela dança não tem hora para começar. E nem para acabar.

A sala de uma das academias mais tradicionais de Belém reúne um número significativo de alunas. Quem olha de longe, não consegue perceber que se trata de uma turma especial: mais da metade só passou a ter contato com o balé agora, na vida adulta. Com mais maturidade e menos flexibilidade, elas avançam, a cada aula, para a execução de novos passos, que até então a maioria não imaginaria realizar.

É o caso da jornalista e apresentadora Ana Carolina Palmeira. “Fiz baby class de balé, parei e voltei numa turma muito avançada para mim. Aí fiz poucas aulas e desisti, então acho que nem conta. Começo a contar meu início no balé, depois de adulta mesmo, com 26 anos”, diz. Quem a viu se apresentar no espetáculo ‘Eterna fascinação’, no final do ano passado, não imagina o desafio que foi assimilar os passos de balé.

“Eu já sou uma pessoa meio descoordenada, ainda mais que sou canhota e nas aulas tudo começa para o lado direito. Mas persisti. Não faltava, perguntava os nomes dos passos, comprei até livro com a metodologia para poder assimilar direitinho. A professora também foi muito importante nesse meu momento de adaptação, pois sempre teve muita paciência com as minhas limitações e me fazia ter vontade de ir além. Ela confiou em mim. Até curso com professores do Bolshoi ela nos levou para fazer. Quando alguém imagina que uma bailarina de 27 anos, com um ano de prática, poderia viver uma experiência assim?”, ressalta.

Tirando o benefício de não ter que passar pela crise do ‘Cisne negro’, Ana Carolina lista outras diversas vantagens de fazer balé depois de adulta. “Melhorei minha postura, meu alongamento, aprendi mais sobre musicalidade, fora a tonificação do corpo. Ainda ganhei paz de espírito, concentração, saio totalmente relaxada da aula. Aquele é meu momento de esquecer o mundo lá fora”, conta

(DOL com informações da D Semanal)

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