Crianças sem disposição, desmotivada ou sem interesse em fazer as atividades é um grande alerta para os pais. De acordo com psicólogos, a criança precisa desenvolver a imaginação e, aos poucos, a autonomia, mesmo que isso exija o corte do cordão umbilical e seja difícil para os pais e mães. No início, os responsáveis pelas crias são a maior referência de realidade social para as crianças. “Educar facilitando a criança para uma organização e disciplina, é função primordial dos pais; porém, tudo o que é exagerado desencadeia um conflito no psiquismo da criança que se sente reprimida e insegura para fazer suas escolhas na vida adulta”, alerta o psicólogo clínico e escolar, Davi Medeiros.
Ainda de acordo com o psicólogo, aparentemente, uma criança sob a vigilância irrestrita dos pais está mais seguro. Pais que adotam para si e para seus filhos esse tipo de estratégia ignoram uma peça-chave do desenvolvimento humano: a autonomia. É aquela capacidade e sensação poderosa de fazer escolhas.
De acordo com Davi, é de fundamental importância para o desenvolvimento da criança que ela brinque e desenvolva suas atividades diariamente.“Brincar é fundamental para o desenvolvimento normal da criança. Interagir com os colegas do prédio ou da rua é saudável”, afirma o psicólogo, lembrando também os motivos principais que fazem dos pais serem tão superprotetores. “Ultimamente, as famílias vêm se sentindo muito inseguras em virtude da grande violência que assola a sociedade, sobretudo, nos centros urbanos. Cabe, portanto, avaliar cada situação. A escola parece ser hoje um espaço em que as famílias privilegiam para a atuação do lúdico na vida dos seus filhos pequenos”, afirma.
TÉDIO
A superproteção também pode fazer alguns pequenos iniciarem um processo de falta de interação social, e é importante os pais ficarem atentos a esse processo. De acordo com Davi, o tédio faz parte do estabelecimento da rotina da criança e do adolescente. “Eles não sabem ainda administrar adequadamente o tempo e suas energias”, explica, alertando ainda sobre o efeito frequente do tédio. “É necessário que se avalie a possível existência de psicopatologia, como é o caso da depressão ou fobia social, quando deve ser procurado um psicólogo para avaliar adequadamente a situação da criança”.
(Diário do Pará)
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