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Da adolescência à flor da idade

A pele é o maior vestígio de que o tempo passou. Mas, independente da idade, a preocupação com a cútis lidera a lista de cuidados femininos. “Chamo a atenção para uma prevenção diária que, se for iniciada desde a juventude, amenizará os efeitos mais sever

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A pele é o maior vestígio de que o tempo passou. Mas, independente da idade, a preocupação com a cútis lidera a lista de cuidados femininos. “Chamo a atenção para uma prevenção diária que, se for iniciada desde a juventude, amenizará os efeitos mais severos da maturidade”, destaca a farmacêutica bioquímica e cosmetóloga, Joyce Rodrigues. A especialista é mestranda na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), onde estuda filtros solares e garante: “O sol é o maior vilão, não tem jeito. E as pessoas ainda não aprenderam isso”.

Segundo a farmacêutica, uma aliada que pode se tornar prejudicial ao longo dos anos é a maquiagem. “A pessoa deve escolher o tipo certo para a sua pele. É preciso também saber guardar os produtos, atentar para o prazo de validade. É comum casos em que mulheres aparecem com acne ou dermatite por não fazer o uso correto dos itens. Muitas vezes, deixam o pincel sujo e se maquiam várias vezes com ele sem saber que ali começam a crescer micro-organismos”, alerta.

Joyce ainda pontua cuidados básicos para uma boa pele, que definem a cútis no futuro: “beber muita água, evitar o sol e o cigarro, passar filtro solar de três em três horas, ter uma alimentação equilibrada e fazer caminhada diária”. A seguir, a especialista dá dicas de como cuidar do item número um da mulherada dos 20 aos 60 anos.

20 anos – na flor da idade

Nessa fase, a derme tem colágeno para dar e vender. “Prevenção é a palavra chave para este tipo de pele. Nesta faixa etária é necessário o uso de produtos que contemplam a hidratação e um sistema antioxidante efetivo”, explica Joyce.

É comum que as jovens ainda apresentem resquícios da adolescência, como a acne. Logo, a limpeza é primordial. A especialista sugere investir em sabonetes com extrato de juá ou ácido glicólico, que limpam os poros e diminuem a oleosidade. “Vale ter, ainda, um secativo para minimizar a acne com argila, enxofre ou melaleuca, já que é a dupla ‘limpeza mais cuidado intensivo’. Filtro solar em gel deve ser usado diariamente, mesmo em dias nublados”, pontua.

Quem tiver linhas de expressão acentuadas pode fazer o uso de ácido – desde que corretamente e aliado ao filtro solar. “Nem sempre é a idade que vai definir os tratamentos, mas a deficiência que a pele possui. Falamos muito em idade, mas a pessoa pode ter 20 anos com pele de 30”, esclarece.

30 anos - todo cuidado é pouco

Quando entra na faixa dos 30 anos, a mulher não tem mais como fugir do ritual diário de cuidados com a pele. E deve redobrar a atenção em áreas como o redor dos olhos, pescoço e colo. É necessário investir em dermocosméticos desenvolvidos especialmente para
este fim.

Produtos com vitamina C são as melhores opções, já que a ação antioxidante deste ativo protege e hidrata. Fazer esfoliação uma vez por semana também promove a renovação da pele e, neste processo, dê preferência a esfoliantes com partículas em forma bruta, pois não ferem a pele.

Para a área dos olhos, ativos como o argireline (peptídeo que suaviza rugas de expressão) e produtos com densiskin (derivado do ácido glutâmico com o mesmo fim) promovem luminosidade e revitalização. Produtos que impeçam a formação de manchas também devem ser utilizados.

O filtro solar deve ser passado diariamente em todas as áreas expostas, incluindo os braços.

40 anos - o auge da beleza

É a idade para combater as linhas de expressão e rugas. Os cuidados devem ser redobrados e a busca por um profissional se torna indispensável. Ele pode, por exemplo, realizar procedimentos como o peeling – que revitaliza e renova a pele.

“A mulher deve optar por um procedimento seguro, que promova a renovação sem agredir tanto e causar vermelidão. Peelings muito fortes podem provocar danos e, por descamar muito, devem ser feitos uma vez ao ano e no inverno. Já os superficiais, mais leves, podem ser feitos mais vezes, sem problema”, orienta a especialista.

Aos 40, também se faz necessária uma avaliação criteriosa da pele para decidir os ativos mais eficientes. Tem flacidez? Produtos com DMAE (ácido dimetilaminoetanol) são os mais indicados, tanto para o corpo, como para o rosto, pois revigoram e tonificam os músculos. Há rugas e linhas de expressão aparentes? O octapeptídeo (junção de oito aminoácidos) pode diminuí-las. “Lembrando que ele não pode ser utilizado com o DMAE, cuidado!”, alerta Joyce.

Na hora da maquiagem, invista em um hidratante ou primer com função lifting. A pele fica mais ‘esticadinha’. Evite tons escuros e tome cuidado com a base, para que ela não acentue as linhas de expressão. E claro: protetor solar sempre! “A pele perde a luminosidade, fica com uma fadiga aparente. Tons escuros a deixarão pesada e os tons claros dão mais jovialidade”, aconselha.

50 anos – suavidade é a meta

Cuidados intensos e reforço na hidratação são os segredos para manter a beleza da pele das mulheres de 50 anos. As sessões estéticas devem ser realizadas com maior frequência, principalmente os procedimentos que amenizam os sinais da idade. Neles, ativos como retinol e os ácidos mandélico (derivado do extrato de amêndoas amargas, com propriedades antibacterianas), ursólico (anabolizante da maçã, que evita a perda muscular) e lactobiônico (derivado da lactose, tem ação cicatrizante) renovam, clareiam e recuperam a luminosidade.

É a idade para suprir as carências hormonais de nutrientes e evitar o processo de envelhecimento celular. É nesta fase que a flacidez começa a se instalar, dependendo do nível de atenção que foi dado ao longo dos anos. Por isso, é de grande importância aumentar a produção de colágeno. Uma dica: a maquiagem pede os tons rosa e o uso do blush ajuda a dar vitalidade à pele.

60 anos – a maturidade chegou

A pele se torna mais fina e sensível às agressões externas e também mais amarelada e sem luminosidade e tonicidade. O equilíbrio de ativos, que atuam em fases diferentes do envelhecimento, será necessário para se obter resultados diferenciados.

“Aos 60 anos, a pele apresenta rugas acentuadas, perda da elasticidade e da firmeza. É normal que fique mais fina, flácida, frágil e desidratada. Ainda assim, é possível mantê-la saudável e com a beleza típica da maturidade. Não se esqueça de que toda idade tem a sua beleza!”, pontua Joyce.

Aquelas que querem se manter bem precisam investir, sobretudo, em hidratação. Os produtos mais recomendados são os que contêm ácido hialurônico, ativo que suaviza as rugas, além de aumentar o tônus e elasticidade. “Como nessa idade a pele apresenta muita flacidez, o uso de DMAE é indispensável. Ele auxilia na tonificação da pele, dando maior sustentação”, diz a especialista.

Na hora da maquiagem, invista nos lápis de contorno labial, que dão maior cobertura e não marcam as fissuras típicas da idade.

(Revista D'Semanal/Diário do Pará)

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