Para muitas pessoas “é tiro e queda! Acabou de almoçar ou jantar, e vem aquela vontade (as vezes enorme) de comer doce. Pesquisadores garantem que a culpa é da química do nosso cérebro e algumas evidências indicam que comer substâncias que contém açúcar pode aumentar a doces de um aminoácido chamado triptofano, presente em alguns alimentos que ingerimos normalmente.
O triptofano ajuda a aumentar nossos níveis de serotonina, substância que desempenha um importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, como a liberação de alguns hormônios, a regulação do sono, da temperatura corporal, do apetite, do humor, da atividade motora e das funções cognitivas. Essa substância causa uma sensação de bem-estar. É por isso que buscamos sempre alguma forma de estimular a liberação de serotonina, neste caso, comer doces.
Já a ausência da serotonina tem sido relacionada a doenças graves, como mal de Parkinson, distonia neuromuscular e tremores. Depressão, ansiedade, comportamento compulsivo, agressividade, problemas afetivos e aumento do desejo de ingerir doces e carboidratos também foram relacionados a ela.
Também existe outra explicação: assim que terminamos uma refeição pesada rica em carboidratos, muitos de nós temos o que se chama de Hipoglicemia Reativa, um estado de baixa de açúcar no sangue, consequência de uma liberação excessiva de insulina. O consumo de alimentos doces é uma forma de combater os sintomas de hipoglicemia reativa. Quando caem no sangue, os doces produzem um pico de insulina. E logo vem aquela sensação de energia e satisfação.
Alimentos ricos em proteínas, como carne bovina e de peru, peixe, leite e seus derivados, amendoim, tâmara, banana etc., contêm triptofano, um nutriente que ajuda a combater os efeitos da falta de serotonina.
EQUILÍBRIO
A avaliação de um médico especialista poderá esclarecer a necessidade, ou não, de algum medicamento que equilibre o funcionamento químico do cérebro. A fome e o prazer de comer podem induzir a erros de nutrição. Devemos nos alimentar conscientes de que podemos beneficiar ou prejudicar nossa saúde e nosso estilo de vida. A química cerebral agradece e contribui quando nossa alimentação é equilibrada e saudável.
(DOL com informações dos sites Vila Mulher e Tua Saúde e Corpo a Corpo)
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