Depois de um acidente vascular cerebral (AVC), é difícil imaginar que ainda exista a possibilidade de outro acontecer em um curto período de tempo. Essa, porém, é a realidade de 5 a 14% dos pacientes vítimas da doença, que podem desenvolver um segundo evento no período de um ano.
Em cinco anos, a recorrência do AVC, popularmente conhecido como derrame, pode chegar a 24% em mulheres e 42% em homens. Apesar das estatísticas, não há motivo para desespero. Um novo evento pode ser evitado e os cuidados são os mesmos para quem nunca teve um derrame.
O AVC é, atualmente, a principal causa de morte no Brasil e a principal causa de sequelas incapacitantes em adultos no mundo todo. Aproximadamente 85% dos AVCs são isquêmicos, ou seja, ocorrem quando há um entupimento nas artérias responsáveis pela irrigação cerebral.
Já os AVCs hemorrágicos caracterizam-se pelo sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo. No primeiro caso, a obstrução é geralmente causada por coágulos sanguíneos formados na parede das artérias ou no interior do coração. Dependendo da região cerebral atingida, o paciente sofrerá sequelas maiores ou menores, podendo até mesmo chegar a óbito.
Segundo o Ricardo Pavanello, cardiologista do HCor, em São Paulo, o AVC é uma doença grave, porém com boa possibilidade de prevenção. A melhor maneira de preveni-lo é a detecção e correção dos fatores de risco e a adoção de hábitos mais saudáveis no dia a dia. “Praticar alguma atividade física regularmente, manter uma alimentação saudável, controlar o peso e a gordura abdominal, manter a pressão arterial dentro dos limites, não fumar e restringir a ingestão alcóolica ajuda na prevenção da doença”, explica o médico.
Sinais que podem indicar um AVC.
Algumas doenças cardíacas aumentam as chances.
(DOL, com informações de Bayer HealthCare)
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