As reações adversas a medicamentos segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é qualquer efeito nocivo, não intencional e indesejado de uma droga, observado nas doses terapêuticas habituais em seres humanos, para fins terapêuticos, profiláticos ou diagnósticos.
As reações previsíveis podem ser de várias formas, entre elas:
- Toxicidade: os efeitos são relacionados com a quantidade da droga no organismo, acontecem quando o limite for ultrapassado.
- Efeito secundário ou indireto: efeito relacionado de forma indireta à ação farmacológica da droga. Por exemplo, a administração de um antibiótico estimula a produção de uma toxina que provoca colite membranosa.
- Efeito Colateral: efeito indesejável mesmo com doses usualmente empregadas. Como sentir sonolência com anti-histamínicos.
- Interação de drogas: medicamentos administrados simultaneamente podem interagir aumentando ou diminuindo uma resposta esperada ou determinando uma resposta inesperada. Como a fenitoína pode aumentar no soro se administrada junto com fluoxetina ou sulfonamida.
Tipos de alergias
A maior parte dos medicamentos que provocam reações adversas, não é por mecanismos imunológicos, ou seja, não é uma reação alérgica. Porém, quando elas acontecem, existem classificações específicas.
- Reação imediata tipo I: tem a participação do anticorpo IgE, resultando num quadro clínico com rinite, asma, urticária, angioedema (edema da derme profunda atingindo pálpebras e lábios) e anafilaxia (em que o paciente pode apresentar coceira na pele, vermelhidão, sensação de desmaio, falta de ar, chiado no peito, queda de pressão, choque, náuseas, vômitos e diarreia, urticária e angioedema. A obstrução progressiva das vias aéreas e colapso circulatório podem levar a coma e óbito).
- Reação tipo II: ação direta do anticorpo IgM ou IgG no tecido ou orgão, com ativação do sistema complemento. Pode atingir pele, pulmão, fígado, músculos, nervos periféricos e células sanguíneas. Pode provocar anemia hemolítica, diminuição de plaquetas e nefrite intersticial.
- Reação tipo III: envolve a formação de um complexo antígeno-anticorpo que provoca lesão do tecido com ativação do sistema complemento. O quadro clínico envolve febre, urticária, presença de gânglios, inflamação das articulações, vasculite e envolvimento renal.
- Reação tipo IV: que é mediada por linfócitos T sensibilizados com produção de linfocinas, como a dermatite de contato.
As reações alérgicas podem ser imediatas (30 minutos até 2 horas após a administração da droga), aceleradas (2 a 48 horas após a administração da droga) e tardias (48 horas após a administração da droga).
A reação adversa a medicamentos é adquirida. É possível nunca ter sido alérgico a um medicamento e de repente se tornar. Pacientes atópicos (com asma, rinite e/ou dermatite atópica) podem apresentar reações IgE mediadas mais graves.
A incidência de reação alérgica ao medicamento é maior quando administrado de forma intermitente. O uso contínuo está associado a menor incidência de sensibilização alérgica.
Diagnóstico
Os testes para detecção de alergia a medicamentos não mostram eficácia e especificidade para todos os fármacos. A maioria das reações a drogas não é dependente de mecanismo IgE mediada, portanto não respondem a um teste alérgico Muitas reações imunológicas são provocadas por metabólitos e não pela droga principal.
Testes
- Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata
- Teste de provocação
- Teste de contato
- Detecção de anticorpos IgE, IgM, IgG específicos.
Tratamento
A medida mais importante é o afastamento do medicamento suspeito. Como muitas vezes há reação cruzada com outras drogas, portanto é necessário evitar o grupo todo. O médico especialista deve orientar a substituição por um fármaco semelhante.
(DOL, com informações do site MSN)
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