Confira mais doenças comuns nessa época do ano, destacando as causas, os sintomas e como elas devem ser tratadas:
QUEIMADURAS SOLARES
São queimaduras na pele produzidas pela superexposição à radiação ultravioleta (UV) dos raios solares. Essa condição ocorre quando a radiação UV incidente excede a capacidade de proteção da melanina da pele.
Sintomas: As concentrações deste pigmento variam bastante entre as pessoas, mas em geral, pessoas de pele escura têm mais melanina do que aqueles de pele mais clara. Consequentemente, a incidência de queimadura solar entre indivíduos de pele escura é menor. As queimaduras solares podem, ao longo prazo, contribuir para o desenvolvimento de câncer de pele.
Tratamento: Uma vez que a pele já sofreu a queimadura solar, nada vai reverter a ação prejudicial causada pelo sol. Vale ressaltar que todo e qualquer tratamento a ser instituído visa apenas o alívio dos sintomas. e ao contrário do que algumas propagandas divulgam, não adianta nada passar hidratantes depois de se queimar com a promessa de manter a pele bonita.
O hidratante apenas trará conforto e alívio para a sensação de ressecamento que se segue, mas o mal já está feito, e mais um degrau do envelhecimento cutâneo foi subido. De qualquer forma, em caso de queimaduras solares intensas, algumas medidas podem ser tomadas para diminuir a dor e a incômoda sensação de calor.
Prevenção: Este processo, pode ser evitado através do uso de filtro solar, roupas (e chapéus) e com a limitação do tempo de exposição solar, especialmente durante o período de 10h às 16h do dia. É recomendável consultar o índice de UV para determinar o nível de proteção que é necessária.
Boas formas de proteção incluem usar camisas de manga longa, chapéus com abas, bonés e sombrinhas quando ao sol. Além do uso de protetores solares topicamente. Note que o fator de proteção é efetivo quanto aplicado ao menos 2 μl por centímetro quadrado de pele exposta ao sol. Isto significa aproximadamente 28 ml para cobrir um corpo inteiro de um homem adulto, o que é uma quantia muito maior do que as pessoas usam na prática.
O filtro solar deve ser reaplicado a cada 2-3 horas e deve-se aplicar de 15 a 30 minutos antes da exposição solar. Outro método de proteção contra a radiação solar são as roupas de proteção solar. Essas roupas, um conceito relativamente novo nos Estados Unidos, são classificadas através do Fator de Proteção Ultravioleta. Semelhante à graduação FPS dos filtros solares, uma vestimenta com FPU 30 bloqueia 96.7% dos raios UV.
MICOSE DE PRAIA
A Pitiríase versicolor é uma micose vulgarmente conhecida como “micose de praia” ou “pano branco”, mas, ao contrário do que se pensa, não é adquirida na praia ou piscina. O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver provocando a doença.
Sintomas: Aparecimento de manchas pelo corpo e muitas vezes, a doença é percebida poucos dias após a exposição da pele ao sol, porque nas áreas da pele afetadas pela micose, a pele não se bronzeia. Com o bronzeamento da pele ao redor, ficam perceptíveis as áreas mais claras onde está a doença e a pessoa acha que pegou a micose na praia ou piscina. Entretanto, o sol apenas mostrou onde estava a micose. Vem daí a crença de ser uma “micose de praia”.
Tratamento: A Pitiriase versicolor é uma micose que responde bem ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos de uso via oral (comprimidos) ou local (sabonetes, xampus, locões, sprays ou cremes), dependendo do grau de comprometimento da pele. Devido a ser causada por um fungo que habita normalmente a pele, é possível a micose voltar a aparecer, mesmo após um tratamento bem sucedido.
Em algumas pessoas, a Pitiríase versicolor pode ocorrer de forma recidivante, voltando a crescer logo após o tratamento. Estes casos exigem cuidados especiais para a prevenção do retorno da doença, cuja orientação deve ser dada pelo médico dermatologista.
Prevenção: Mudança freqüente de roupa durante a estação úmida, evite permanecer com a roupa molhada por muito tempo. Tomar banho após os exercícios ou passeios. Dê preferência as roupas frescas e leves, aos tecidos de algodão em detrimento dos sintéticos.
CÂNCER DE PELE
O tipo de tumor mais incidente na população – cerca de 25% dos cânceres do corpo humano são de pele. O câncer de pele é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele.
O dermatologista está na linha de frente na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do problema. Os cânceres de pele podem ser divididos em câncer de pele não melanoma e câncer de pele melanoma. Dentre os cânceres não melanoma, há o carcinoma basocelular (CBC) que é o mais frequente e menos agressivo, e o carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC), mais agressivo e de crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular.
Aproximadamente 80% dos cânceres de pele não melanoma são CBC e 20% são CEC. Já o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele, tem a capacidade invadir qualquer órgão e espalhar pelo corpo. O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro.
Sintomas: O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres. Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são frequentemente:Uma mudança em uma mancha ou pinta existente.
O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua peleOutras mudanças suspeitas podem incluir coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área.
Tratamento: O tratamento mais indicado para o câncer de pele é a cirurgia para retirada do tumor. Entretanto, algumas pessoas podem não ter indicação para cirurgia – no geral idosos com alguma comorbidade ou pessoas acamadas, que tem dificuldade de locomoção.
Há outras situações em que a cirurgia somente pode não ser suficiente para a retirada total do tumor, ou que o comportamento deste possa pedir outras medidas. Nesses casos, o médico pode indicar outros tratamentos para erradicação do câncer de pele, que variam conforme o tipo.
Prevenção: Usar proteção solar (filtro solar FPS no mínimo 30) e ir ao dermatologista frequentememente.
(DOL com informações dos sites Viva Saúde, M de Mulher e Saúde e Medicina)
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