Viver um relacionamento problemático que, além de não nos deixar felizes, oprime e faz mal é bem mais comum do que se pensa e o que começa bem, muitas vezes pode chegar a um ponto desconfortável ou mesmo violento, e nesse tipo de situação, terminar a relação pode ser uma empreitada bem difícil.
Segundo a psicóloga Martha Ramos, ainda que racionalmente o indivíduo consiga compreender as razões pelas quais deveria se retirar da relação (o que nem sempre ocorre), a pessoa nesta situação tenderá facilmente a distorcer a lógica, fazer recortes da realidade e então se manter em algo que, visivelmente, traz mais prejuízos do que benefícios.
COMO TERMINAR UMA RELAÇÃO DOENTIA?
-Coloque um ponto final, de fato, definitivo e encerre esse relacionamento de uma vez por todas. Seja pessoalmente ou mesmo por telefone, deixe claro que você não quer mais e use toda sua força para cumprir o prometido.
-Um parceiro doente não vai querer aceitar o rompimento e usará todas as armas possíveis para te convencer do contrário. Fará cobranças emocionais, prometerá mudar de comportamento chegando até ao caso de ameaça física ou verbal ou juras de vingança- é importante que você não ceda a essas pressões com o risco de piorar ainda mais a situação. Aceitando chantagens e ameaças você estará potencializando o sentimento de poder do outro sobre você.
-No caso de ameaças e comportamento violento é importante que você procure ajuda de amigos e mesmo da polícia. Com certeza não é uma situação agradável e existem muitos casos em que as queixas não são feitas por simples vergonha. Mas se existe violência em potencial você precisa se prevenir.
-Mantenha distância: não adianta estar próximo quando a intenção é terminar um relacionamento complicado. Mesmo que a frequência seja reduzida, simples encontros esporádicos podem atrapalhar a decisão e a certeza de ambos da necessidade do rompimento.
Será dolorido para todos e é possível que o outro não aceite essa distância e use chantagem emocional, como reclamações de solidão ou insinuações sem sentido para te forçar encontros. Não perca o controle e tente compreender que a distância será dolorosa para ambos, mas que ela é necessária para se chegar ao objetivo.
Segundo a especialista, caso seu parceiro (a) apresente um comportamento de negação ou doentio, o afastamento se faz ainda mais importante e deve ser radical:
Cada pessoa terá a um tipo de atitude, segundo o que foi estabelecido na relação e com a personalidade de cada um, então neste momento é fundamental se afastar completamente do outro. Bloquear no Facebook, no e-mail, no celular, pedir aos amigos que não comentem nada sobre os acontecimentos de sua vida, mesmo aqueles que eles acreditam que serão motivadores. Evitar os lugares que a pessoa frequenta também é fator crucial para conseguir superar esta fase.
NÃO DÊ ABERTURA A RECAÍDAS
Aceitar um reencontro pode fazer com que você volte a ter dúvidas do que quer além de jogar fora todo o resultado atingido, mesmo que seja pouco. O mais comum nestes casos, é que os parceiros que foram deixados, prometam um novo comportamento se forem aceitos de volta, o que na maioria dos casos, não chega a acontecer e pode te deixar confusa, então manter o afastamento é fundamental e uma recaída é o bastante para voltar atrás e colocar tudo a perder.
Vale ressaltar que é importante que você consiga não se afetar por certos comportamentos do outro para chamar a sua atenção. O outro com certeza se sentirá ameaçado com sua ausência e com a mudança de atitude, o que provavelmente o levará a atitudes mais drásticas, e até potenciais ameaças, como sair com um(a) ex e postar as fotos no Facebook para que você veja, por exemplo.
PEÇA AJUDA
Para passar por esse momento confuso e dolorido, é importante podermos contar com pessoas em quem confiamos. Peça ajuda a seus amigos e familiares, explique a situação e conte com o apoio deles para resistir. A visão de pessoas externas ao relacionamento, mas que conhecem a história, pode ser relevante para a sua decisão e até te mostrar ângulos que você não tinha percebido.
Procure ajuda psicológica especializada - Em todo relacionamento, as duas partes são responsáveis e apontar o culpado por cada problema certamente não vai ajudar a resolver a situação. Mesmo quando a dificuldade é relacionada à possessividade ou mesmo à violência, a vítima muitas vezes tem sua parcela de responsabilidade, seja por perdoar muitas vezes, fechar os olhos para certas atitudes ou outros motivos.
Se você tem a possibilidade de procurar um psicólogo para poder iniciar um tratamento, isso será uma grande ajuda. Ele certamente poderá te ajudar a identificar o que levou a relação ao adoecimento e consequentemente te ajudar a evitar cair neste mesmo padrão. Mas não se esqueça de que o processo terapêutico depende também de você, é necessário vontade de se curar para voltar a ser saudável.
(DOL com informações dos sites Dicas de Mulher, Bolsa de Mulher e Revista Marie Claire)
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