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Coceira no ouvido pode ser sinal de infecção

A coceira nos ouvidos é uma sintoma extremamente irritante. Ela pode resultar de alterações da pele do canal auditivo, causadas por fungos, dermatite crônica ( inflamação da pele), dermatite seborréica ( semelhante à caspa dos cabelos), cera seca e lamina

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A coceira nos ouvidos é uma sintoma extremamente irritante. Ela pode resultar de alterações da pele do canal auditivo, causadas por fungos, dermatite crônica ( inflamação da pele), dermatite seborréica ( semelhante à caspa dos cabelos), cera seca e laminada, e alergia, com repercussão no local.

Uma das causas da coceira no ouvido é uma inflamação, conhecida por otite externa ou “swimmer’s ears” (ouvido dos nadadores) - que geralmente surge após banhos de praia ou piscina. À noite surge uma coceirinha nos ouvidos... a pessoa coça, mexe, usa o cotonete, mas não tem jeito. Depois vem uma dor, que vai aumentando... Aí pode até dar uma sensação de ouvido tampado. Pode também surgir uma secreção e conseqüentemente, diminuir a audição. Nesses casos, a dor às vezes é insuportável, não dá nem para tocar nos ouvidos. Pode-se até sentir os ouvidos estão quentes e vermelhos.

A típica otite externa, infecção dos ouvidos muito comum no verão, acomete o canal auditivo externo e é causado por bactérias ou fungos. É diferente da otite média, que afeta a orelha média, é mais comum nas crianças. Ela ocorre mais no inverno e muitas vezes vem depois de uma gripe ou resfriado. No caso da otite externa, com a umidade e o calor no canal auditivo externo, pode ocorrer o prurido, que é a coceira, e é normal.

Quando se manipula muito, criam-se micro-escoriações no canal auditivo, interrompendo a proteção da pele, exercida entre outros fatores por uma fina camada de cerume. Que diferente do que muitos pensam, não é sujeira. É uma secreção com pH bastante ácido e que contém enzimas e anticorpos. Essas propriedades conferem ao cerume ação bactericida e protetora do canal contra as infecções.

Com a escoriação no canal, cria-se um caminho em potencial para a penetração de microorganismos. A infecção gera inflamação, quase sempre acompanhada de dor e inchaço. Em alguns casos, a inflamação é tanta que chega a fechar o canal auditivo externo. Pode haver ainda, a formação de secreção purulenta que, junto com o cerume, ajuda a obstruir ainda mais o canal auditivo.

TRATAMENTO

Ponto fundamental no tratamento das infecções, é a limpeza do canal, que deve ser feita por profissional especializado, para não causar mais lesão e dor. A limpeza completa do canal, removendo todos os restos de pele, secreção e cerume é necessária, inclusive para que os medicamentos consigam penetrar na pele e curar a infecção.

A medicação é feita com gotas locais, à base de antibiótico e corticóides - Dependendo do caso, são necessários também antibióticos via oral.

PREVENÇÃO

O mais importante é não manipular o conduto auditivo, nem com as mãos, nem com hastes flexíveis. Inclusive, na própria embalagem da hastes flexíveis está sempre escrito que não podem ser introduzidos no canal auditivo externo. Aliás, não dá para limpar bem o canal com as hastes, por serem grandes demais para o canal. Além do mais, não é raro acontecer acidentes com esses instrumentos “inofensivos” com perfurações do tímpano que precisam de correção cirúrgica - E sempre vale lembrar: a qualquer sintoma diferente do normal, procure um médico.

(DOL com informações dos sites IG e Saúde)

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