Sem dúvida alguma, a melhor resposta seria, as duas. Num tempo de avanços tecnológicos diários, a queda das “fronteiras da informação”, o livre acesso a conteúdos, realidades e experiências; podemos definir o mundo de hoje como a “grande praça”, o lugar onde brincamos, nos relacionamos e aprendemos. Vejo o tempo de hoje como a grande oportunidade de educarmos nossos filhos e alunos de maneira completa. Para tal, precisamos de atitudes educacionais mais empreendedoras; precisamos olhar para o entretenimento de massa como uma ferramenta educacional importantíssima. Diga se de passagem, nunca na história da educação mundial o entretenimento de massa fora usado como elemento educacional eficiente e impactante.
Mães Educadoras, trabalham de maneira preventiva, antes de qualquer programação externa, cuidam de seu íntimo, de sua própria formação. Nenhuma ferramenta educacional é eficiente, se não partir da premissa do bom exemplo. Mães Educadoras, verificam diariamente seus hábitos de entretenimento, avaliam seus: livros, revistas, programas de TV, sites, etc. Sempre se perguntando, de que maneira posso usar positivamente este ou aquele conteúdo? O bom exemplo parte do exercício da liberdade, o contrário do que se imagina, o limite e o bom senso, não são necessidades exclusivas dos filhos ou dos alunos. As Mães Educadoras devem entender a profundidade de suas escolhas, educar a hora de folga, talvez seja o maior desafio neste processo.
Durante muitos anos, diversão e escapismo eram considerados sinônimos. Sempre foi comum deixar crianças a frente de televisores, sem a companhia de um adulto responsável. A violência nos desenhos, filmes e games, não é uma exclusividade do tempo presente. Desde os anos quarenta, as crianças cresceram assistindo e replicando atitudes nada éticas e humanitárias. Este não acompanhamento das mães na hora de folga de seus filhos, gerou sequelas na construção de nossa sociedade contemporânea. As interrogações não respondidas, geraram adultos inseguros, pessoas que quando não encontram a emoção obtida na diversão, facilmente se excluem do convívio social, no intuito de reencontrar sensações meramente superficiais.
Clamo as Mães Educadoras, que não percam a oportunidade de fazer parte da intimidade de seus filhos e alunos. O entretenimento é a chave para educar através da emoção. Nenhum filho ou aluno que tem a companhia materna na hora da diversão, terá resultados comuns. Seus pupilos serão muito mais seguros e esclarecidos, não digo que não irão errar, mas afirmo que estes erros serão menos drásticos, do que os cometidos por quem viveu a vida desacompanhado e achando que diversão era sinônimo de jogar o tempo fora.
Milhares de pais educadores, já entenderam esta proposta, faça parte deste time. Se ainda tiver dúvida da eficiência desta atitude, lembre se sempre, que o pedófilo usa conexões de entretenimento para fisgar nossos pupilos. Eles mergulham pelo entretenimento para achar a chave que abra a porta do coração de nossos protegidos e uma vez aberta são implacáveis para destruir para sempre nossas famílias. Vamos reverter este quadro, um estranho não pode ser mais esperto do que Mães Educadoras. Talvez a diversão não seja mais uma zona de conforto para você, mas quem disse que educar era um processo fácil e indolor? Para começar, se ainda não conhece, leia o “Pequeno Príncipe” e descubra se você enxerga um “chapéu” ao invés de uma “cobra engolindo um elefante”. Após refletir, é hora de agir e construir um universo particular, inclusivo e construtivo. Tenho certeza de que não serão apenas seus protegidos os beneficiários, mas toda a sociedade, futuramente composta de pessoas conectadas com a realidade e compromissadas com seus semelhantes.

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