A rede social criada em 2004, pelo jovem Mark Zuckerberg, que desde o seu inicio, fora denominada de “a rede social”, acumula resultados extraordinários. Atualmente a rede social tem aproximadamente 1,23 bilhão de pessoas conectadas mundo a fora, destes; 68,1 milhões de usuários são brasileiros.
Na sua maioria, o Facebook brasileiro é composto por mulheres (54%), com idades entre 18 e 24 anos. O filme “The Social Network” (a rede social), concorreu ao Oscar em oito categorias. Em maio de 2012 o Facebook foi o sétimo maior lançamento mundial de uma empresa na bolsa de valores, acumulando resultados positivos até o momento atual. Em suma, o empreendimento do jovem Mark Zuckerberg, pode ser considerado, um fenômeno de público, aceitação e resultados econômicos. Como não fazer parte desta história de sucesso?
É neste momento que eu convido o leitor a refletir por outro prisma. Como evitar que crianças façam parte da rede social de maior sucesso no mundo? Vamos nos concentrar na premissa da segurança. Com números astronômicos de usuários, torna-se impossível uma fiscalização eficiente dentro da grande rede social.
O Facebook é recheado de aplicativos que conduzem o usuário ao entretenimento massivo e viciante. Exemplos como: Candy Crush Saga e FarmVille 2, prendem usuários por horas ininterruptas de competições online, disputas por records e propostas de desafios diários, muitas vezes desconectando os jogadores de seus afazeres no mundo real. Fotografias postadas no Facebook, estão disponíveis para serem copiadas e “utilizadas”, por qualquer usuário participante da rede social.
O mais grave de toda esta história, é o fato de que no Facebook, menores de 13 anos, NÃO PODEM, criar um perfil na rede social. Isso mesmo, TODOS, que tem menos de 13 anos e estão no Facebook, MENTIRAM suas respectivas idades. Crianças de oito anos por exemplo, se passam por adultos de 20 anos em diante.
Um perigo real e iminente, pois o próprio Facebook, detém um mecanismo de pareamento de interesses: músicas, filmes, religiões e idades. Facilmente uma criança que navega de maneira incorreta na rede, será apresentada a um “predador” que não medirá esforços para aniquilar sua presa. O Artigo 307 do Código Penal brasileiro, reflete o crime de “Falsa Identidade”, com penas que variam de três meses a um ano ou passivo de multa a ser estipulada pelo juiz.
Desta forma, possuir uma conta em: e-mails, redes, sociais, sites para adultos, etc. caracteriza uma ação criminosa. Por isso, não há como discutir cidadania no mundo real, sem discutir atitudes contra cidadania no mundo virtual. Pergunte a qualquer criança menor de treze anos, que possua um perfil no Facebook, qual a sua idade na rede social? A mesma lhe responderá, sem nenhum constrangimento, que sua idade no mundo virtual é extremamente superior a sua idade real. É assim, brincando de contravenção, que deseducamos nossos filhos e alunos, no intuito de ceder a qualquer modismo, liberamos desorganizadamente nossos protegidos para viverem de forma paralela num mundo atrativo e extremamente perigoso.
Prevenção é sempre o melhor remédio, mas de nada adianta se a mesma não se estende ao ambiente virtual.

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