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Sou pai: e agora?

Quem disse que gravidez é uma exclusividade feminina? Homem também engravida. Não na barriga, obviamente, mas na cabeça. Ainda existem, lógico, aqueles pai que agem como se nada de diferente estivesse acontecendo. Porém, um número cada vez maior, quer ser

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Quem disse que gravidez é uma exclusividade feminina? Homem também engravida. Não na barriga, obviamente, mas na cabeça. Ainda existem, lógico, aqueles pai que agem como se nada de diferente estivesse acontecendo. Porém, um número cada vez maior, quer ser mais ativo nos nove meses.

Os pais se envolvem (não perdem um ultra-som), dão palpites (no modelo do carrinho do bebê), fazem planos (meu filho vai se formar em Harvard!) - e, claro, fazem contas e mais contas para calcular os custos.

O que não se costuma levar muito em consideração é que, embora não seja o protagonista da situação, o 'grávido' também sofre uma profunda transformação nas 40 semanas. Ele tem angústias, inseguranças e medos, sim. E, o pior, geralmente esses sentimentos ocorrem de maneira e em ritmo diferentes dos da parceira. Conclusão: grávidas esperam uma coisa e o marido geralmente vem com outra.

Pode parecer estranho, mas a falta de sintonia é perfeitamente normal. "O segredo é assumir que homens e mulheres não pensam igual e por isso terão expectativas diferentes. Mas um complementa o outro", afirma o psiquiatra Luiz Cuschnir, autor do livro Homem sem Máscaras.

Já a enfermeira obstétrica Dóris Ammann Saad observa que os maridos querem orientação. "Eles passam a gravidez assustados. Tudo é um grande mistério. Não é fácil para homens estarem no papel de coadjuvantes e apenas assistirem à gestação dos filhos", contou ela. E a vida dos futuros pais torna-se ainda mais difícil pela falta de referências já que os pais desses pais não eram como eles querem ser, então não existe um modelo a ser seguido.

O pai é homem e claro, não sabe o que é passar por alterações físicas e hormonais tão radicais. Mas mesmo sem entender, eles podem e devem ser companheiros, ficar ao lado das esposas e até rir com as mudanças de humor. Eles podem ajudar inclusive, reduzindo as tensões.

TEMPO DAS EMOÇÕES

1° trimestre:

-Choque ou surpresa ao receber a notícia.

-Sensação ou noção de formar uma família.

-Desafio de se adaptar às mudanças de humor da mulher grávida.

2° trimestre

-Preocupação financeira e dúvidas em relação a dar conta de cuidar da família.

-Necessidade urgente de planejar o futuro do filho.

-Ciúme da atenção que a esposa passa a receber.

-Interação com o bebê na forma de conversas e compras de presentes.

-Expectativas sobre como ficará a aparência da mulher e a vida sexual.

3° trimestre

-Preocupação e cuidados com a saúde da mulher e do bebê.

-Interesse pelos procedimentos médicos e detalhes do parto.

-Planejamento prático: o melhor caminho para a maternidade, as providências com o plano de saúde e com o parto.

-Sentimento de sentir-se um herói com o filho nos braços.

(DOL com informações dos sites Pais e Filhos e Crescer)

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