Mais um termo incorporado ao nosso idioma, “selfie”, motivo de glamour e ódio, que traz no exibicionismo sua maior ferramenta de apoio. O termo advém do inglês norte americano, mas precisamente do neologismo “self-portrait”, onde a tradução seria “autorretrato”, sem esquecer que sua finalidade é postar e compartilhar a “obra prima” na grande rede.
Como mais uma das modas instantâneas, “tirar” ou “fazer” uma selfie, logo se tornou uma espécie de epidemia entre adultos, idosos, crianças, jovens e adolescentes. O que não veio acompanhando esta nova tendência, foi o bom senso. E a prática, logo passou a ser questionada por especialistas de várias áreas do comportamento humano.
Para os especialistas em segurança, a selfie, passou a ser um ato de exibicionismo perigoso e desnecessário, pois revela detalhes da intimidade do “retratista”; nas fotografias são mostradas: familiares, amigos, bens, rotinas de lazer, até mesmo a intimidade dos fotografados. Desta forma, os envolvidos nesta brincadeira, tornam-se presas fáceis de predadores no mundo real e virtual.
Para psicólogos, psiquiatras, educadores de modo geral. Este exibicionismo em escala astronômica, traduz uma carência afetiva aguda, uma necessidade premente de pertencer e mostrar-se ao mundo a todo custo. Uma selfie bem tirado (viagens, ao lado de celebridades, em ambientes exclusivos, etc.), simboliza a conquista de um degrau na escalda social rumo ao almejado título de celebridade.
O que mais me chama atenção neste modismo é a falta de bom senso, que torna a prática no mínimo bizarra. O selfie aftersex (depois do ato sexual), abriu precedentes para novas práticas. Temos registradas selfies em: enterros, durante assaltos, após e durante desastres naturais, no momento exato de um suicídio, recebendo multa por excesso de direção, num tratamento hospitalar, até mesmo comendo macarrão na pia do banheiro.
Cabe assim um lembrete aos pais e educadores, aquilo que cai na internet NÃO SAI NUNCA MAIS, o que hoje parece uma brincadeira inofensiva, pode ser decisivo num processo seletivo para um cargo almejado tanto no setor público, quanto no setor privado. Podemos aproveitar este momento de modismos, para injetarmos cultura e oportunidades educacionais, para nossos filhos e alunos. Vamos apresenta-los pessoas e trabalhos, como do fotografo Sebastião Salgado, que é brasileiro e um dos maiores fotógrafos do mundo. Vamos apresentar a empresa MAGNUM, uma das maiores empresas do ramo, por ela perpassam registros primorosos de nossa cultura contemporânea. #Fica a Dica.
É sempre bom lembrar, que vivemos numa época de oportunidades, demonizar os meios tecnológicos, não demonstra ser uma saída eficiente. O modismo impera onde faltam: cultura e oportunidade, pois ninguém que experimenta um bom vinho, quer beber de novo do vinho velho e mal armazenado. É preciso dar opções, este é o desafio educacional para o novo século, ai sim, teremos o que mostrar com orgulho para essa e para as gerações futuras.

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