Muito mais comum do que se imagina, a transpiração em excesso é um distúrbio causado por fatores psicológicos ou orgânicos. Conhecida como hiper-hidrose localizada, o excesso de transpiração — em especial nas axilas, palmas das mãos e plantas dos pés — incomoda bastante, mas não é caracterizado como doença e tem solução. Muitas vezes, simples mudanças no cotidiano ajudam a amenizar o incômodo. Outra alternativa, dependendo da causa, pode ser a intervenção cirúrgica.
Embora a hiper-hidrose incomode até nos dias frios, é no calor que o desconforto piora. Sempre que a temperatura ambiente ou a do corpo (pela prática de atividades físicas, por exemplo) se eleva, a reação do organismo é eliminar o calor através da transpiração, que umedece e refresca a pele, diminuindo a temperatura corporal. Ambientes ventilados, roupas claras (que não retêm o calor) e fabricadas com tecidos leves, que absorvem o suor, podem não resolver, mas ao menos reduzem o desconforto.
OS TIPOS DA DOENÇA
Da mesma forma que a hiper-hidrose localizada, a generalizada, que produz um aumento da transpiração no corpo todo, também pode decorrer de situações de ansiedade e nervosismo, quando o sistema nervoso estimula as glândulas sudoríparas écrinas. É possível, ainda, ser conseqüência de doenças que ativam o sistema nervoso simpático (hipertensão, por exemplo) ou infecções, problemas pulmonares, cardíacos e metabólicos como o diabetes. Em algumas doenças metabólicas, como o hipertireoidismo ou a hipoglicemia, a sudorese excessiva pode ser o único sintoma percebido pelo paciente, daí a necessidade de procurar um especialista para investigar a origem do problema.
Se você desconfia que possui a hiperhidrose, o ideal é procurar um dermatologista. Saiba que há diversas opções de tratamento, desde medicamentos até procedimentos cirúrgicos. Aliado ao tratamento prescrito pelo médico, algumas providências simples às vezes resolvem ou amenizam o problema, como:
-Manter a virilha e as axilas depiladas ajuda a evaporar o suor e a diminuir o odor causado pelas bactérias, cuja proliferação é favorecida pela umidade retida nos pêlos.
-Se o desodorante provocar alergia, saiba que o processo inflamatório responsável por esta reação agrava a sudorese. Troque de marca ou escolha um à base de substâncias neutras.
-Compressas com chá preto ajudam a diminuir o suor, graças à presença de ácido tânico, que desacelera a produção da glândula sudorípara.
-Desodorantes antiperspirantes obstruem os ductos das glândulas sudoríparas, reduzindo a produção de suor.
-Se o que mais incomoda é o odor da transpiração, causado pelas bactérias, use desodorantes que contenham bactericidas em sua formulação.
-Existem no mercado aparelhos portáteis de ionização, que inibem o funcionamento das glândulas sudoríparas. Durante os 10 primeiros dias é recomendável usar o aparelho duas vezes por dia. Depois dessa fase, bastam apenas duas aplicações semanais.
-O suor tem uma função essencial no nosso corpo, a de controlar a temperatura. Mas, o suor pode ser um indício de um grave problema de saúde denominado hiperhidrose. As regiões mais afetadas pela doença são os pés, mãos e axilas. Rosto, peito, costas e bumbum também são afetados pela hiperhidrose.
-Os médicos ainda não sabem a causa da hiperhidrose, que aparece na adolescência e é mais comum em mulheres ansiosas. Quem sofre com a transpiração excessiva, acaba tendo que lidar com o constrangimento de ter as mãos e os pés sempre molhados ou até a roupa marcada por excesso de suor.
-A mudança de emprego, problemas familiares e conjugais e outros fatores estressantes geram o desconforto do excesso de suor. Ou seja, a sudorese está associada à genética, mas é preciso investigar se o seu caso está ligado ao fator emocional ou a alguma doença e buscar o tratamento adequado.
MEDICAÇÃO
Existem cremes e comprimidos de uso contínuio que controlam o suor. Mas, eles são proibidos para as mulheres fumantes ou quem possui qualquer tipo de doença respiratória, já que o remédio contrai os brônquios e pode ocasionar a insuficiência respiratória. Existe ainda injeção de medicamentos na região afetada, como botox.
CIRURGIA
O procedimento tem resultado imediato, a simpatectomia torácica. Essa cirurgia é feita por vídeo, dura aproximadamente 15 minutos e com anestesia geral. Consiste no corte de uma pequena região do sistema nervoso simpático (nervo) que comanda o excesso de suor.
(DOL, com informações dos sites Viva Saúde, Tua Saúde e Corpo a Corpo)
Comentar