O medo que envolve os exames laboratoriais, na maior parte do tempo, é o medo da doença e do resultado, até mais que os procedimentos em si. Para enfrentar esse problema, hospitais e laboratórios têm trabalhado em uma direção que afasta o pensamento do paciente desses temores, rumo à humanização do ambiente.
“É um trabalho que estamos desenvolvendo já há algum tempo. Em nossas clínicas, temos procurado ofertar uma experiência mais acolhedora ao paciente, que vai desde as cores do ambiente, vivas e alegres, até os serviços. Nosso cliente encontra aqui uma lanchonete, onde faz o desjejum após os exames, e conta com mais elementos para relaxar, como revistas e livros nas salas de coleta, para adultos, e brinquedos e bonecos, para as crianças”, descreve o o médico Flávio Porpino, proprietário da rede Laboratório Beneficente de Belém.
As novidades nessa área já são muitas e já garantem mais conforto, segurança e tranquilidade aos mais arredios. Melhor: também vêm tornando os métodos mais eficazes e adequados aos novos tempos.
APELO HUMANO
Essa tendência da humanização tem sido o grande diferencial nos laboratórios e esse serviço tem ajudado a cativar uma parcela de público difícil de se motivar nessas situações – os idosos. O senhor João Lázaro Pereira da Costa é um representante dessa geração que perdeu o medo dos laboratórios. Aos 72 anos de idade e nenhum receio de fazer exames, ele não espera o corpo pedir ajuda e faz com regularidade seu check-up.
“Eu levo uma vida bem caseira e não tenho vícios. Uma necessidade imperiosa mesmo eu nunca tive, mas cuidar da saúde é uma rotina, então eu não tenho problemas com exames”, explica Lázaro.Mesmo os exames que a maior idade passa a exigir, como o de próstata, não geraram preocupação em João Lázaro. Ele afirma que desde os 50 anos de idade tem feito regularmente os exames preventivos.
“É uma besteira esse medo e preconceito que as pessoas têm. Quando entrei na idade, comecei a fazer os exames de sangue. Fiz por muitos anos, depois fiz ultrassom. Quando precisou do toque retal, eu fui lá e fiz também. É um exame como qualquer outro e, antes de mais nada, um cuidado com a saúde”.Apesar da idade avançada, Lázaro ainda trabalha. Dentro de casa, mantém uma oficina de assistência técnica a eletrodomésticos e vive uma vida saudável ao lado da sua parceira, Solange Silva, 35 anos mais jovem.
“Hoje, eu procuro me restringir, sair sozinho de casa. Então, ela me acompanha nos exercícios e corridas. Atualmente, a minha grande preocupação com saúde é mais abater alguns quilos que eu acumulei. Derrubar o ‘buchinho’ nessa idade é um tanto mais difícil”, diverte-se.
As novidades na área de exames laboratoriais já são muitas e garantem mais conforto, segurança e tranquilidade aos mais arredios. Essa tendência da humanização tem sido o grande diferencial nos laboratórios para cativar uma parcela de público difícil de se motivar nessas situações – os idosos”
Confira a Série Dr. Responde do Diário do Pará, composta de cinco fascículos, publicados às terças-feiras de setembro. O primeiro fascículo saiu nesta terça-feira, 2 de setembro.
(Diário do Pará)
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