Hoje é muito comum se sair de uma consulta médica com uma lista de exames laboratoriais nas mãos. Não foi diferente com a comerciante Gleice Marques, 21 anos. Quando veio do município de Acará para realizar alguns exames em Belém, com fortes dores no estômago, Gleice confessa que demorou a procurar um médico. Mas com o passar do tempo, foi se preocupando e decidiu vir a capital para saber o verdadeiro diagnóstico.“Antes eu pensava que era uma leve gastrite, mas as dores foram ficando mais fortes, e eu me preocupei. Foi então que decidi me consultar em Belém. Saí com vários exames para fazer, e um deles foi a endoscopia. O resultado saiu rápido e preciso: estava com esofagite, que é uma inflamação no esôfago”, recorda a comerciante, que precisou fazer um ano de tratamento para ficar curada.
DESCOBERTAS
Gleice conta que não conhecia o exame por imagens. Mas ela não pensou duas vezes: deixou o medo e os mitos fora da sala. “Eu tinha certo medo. As pessoas falam tantas coisas... o medo pelo tamanho de algumas máquinas, que nós nunca sabemos. Mas quando eu entrei para fazer o exame, os técnicos me explicaram tudo, passaram segurança. Tive mais confiança quando vi o resultado saindo uma semana depois, com as imagens, tudo detalhado”, ressalta a comerciante. De acordo com chefe do setor de diagnóstico por imagem da Clínica Som Diagnóstico, Francelino Araújo, a tecnologia só evolui com o passar do tempo. As imagens obtidas nos exames são de alta qualidade, trazendo benefícios para todos. “Um bom equipamento possibilita boas imagens, com nitidez e precisão, além de resultado num tempo mais curto, mas também é fundamental a presença de profissional que esteja bem familiarizado com o aparelho”, avalia o médico.
MAIS CLAREZA
Cada vez mais amplos, os exames possibilitam que os pacientes tenham um entendimento mais claro e acessível. “O diagnóstico por imagem modificou muito na relação do médico com o paciente, houve uma aproximação maior dos dois. Tudo no exame é sempre conversado e explicado para que não haja nenhuma dúvida, mas vale ressaltar que quanto mais cedo o paciente realizar os exames, melhor para o diagnóstico e para o tratamento”, esclarece o especialista. Todos os exames que emitem radiação estão dentro dos padrões normais garante o chefe do setor de diagnósticos. “Muitas pessoas não fazem os exames por certos mitos de radiação, mas não há risco para saúde, já que utilizamos a 0,05 milisieverts. Uma pessoa pode ter exposição de até 50 milisieverts por ano”, tranquiliza o médico. Outra recomendação importante que o médico faz é para pessoas alérgicas. “Não é recomendado que pessoas com alergias sejam expostas a radiação. Só em casos específicos podem realizar o exame e é importante o consentimento do médico”, adverte o especialista.
Confira a Série Dr. Responde do Diário do Pará, composta de cinco fascículos, publicados às terças-feiras de setembro. O primeiro fascículo saiu nesta terça-feira, 2 de setembro.
(Diário do Pará)
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