É importante que alguns tabus sejam derrubados para que as pessoas possam estar melhor informadas sobre seus males e principalmente para se prevenir. E um dos principais mitos é o que diz que a mamografia dá câncer.
“Os aparelhos diminuíram a dose de radiação para a execução do exame, além de melhorar a qualidade das imagens obtidas. O risco é mínimo perto do benefício que o paciente obtém”, pontua o chefe do setor de diagnóstico por imagem da Clínica Som Diagnóstico, Francelino Araújo.
Calafrios, mãos que começam a suar, coração batendo em ritmo acelerado, estômago revirando e o desespero aparente no rosto. Esses são sintomas típicos de algumas pessoas quando entram na sala de exame. As máquinas modernas são responsáveis por desencadear medo, descontrole e muitas vezes inviabiliza a realização dos exames.
“Há casos em que os pacientes precisam voltar mais de uma vez na clínica para refazer, por conta do pânico, e a maioria deles acabam vindo sozinhos, o que também não ajuda”, relata o médico.
ACONCHEGO
Embora a tecnologia caminhe a favor da medicina, a síndrome do pânico abate boa parte da população, que chega em torno de 10% dos pacientes que vão às clínicas. Na avaliação do chefe do setor de diagnóstico por imagens, a ressonância magnética é a primeira da lista dos aparelhos mais temerosos.
“O barulho da máquina, o formato [uma espécie de túnel horizontal] e a necessidade de o paciente ficar imóvel por cerca de 30 minutos gera pânico para as pessoas com claustrofobia”, diz o especialista.
“Mas a tecnologia conseguiu reduzir o barulho e deixar o túnel mais curto e arejado. Os hospitais também tentam diminuir o impacto do procedimento, investindo em ambientes claros, quentes, aconchegantes e com música ambiente, tudo para facilitar para o paciente que chega com medo”, ressalta Francelino.
Cuidados especiais dão apoio
O medo funciona como sinalizador quando alguém está se preparando para alguma situação, como por exemplo, dar aula ou simplesmente fazer um exame de rotina. Quando o medo alcança um nível maior, se torna fobia, que paralisa as pessoas, fazendo com que elas se esquivem das situações, atestam dados do Conselho Nacional de Psicologia.
Em alguns casos a sedação é necessária: os pacientes precisam de anestesia para conseguirem realizar o exame. Isso acontece muito para exames de ressonância, com pessoas extremamente claustrofóbicas ou com bebês, sob os cuidados de um médico anestesista durante todo o tempo.
“Essa opção é muito avaliada pela equipe médica da clínica, juntamente com o médico que solicitou o exame”, esclarece Francelino Araújo.

(Diário do Pará)
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