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Medicina: um futuro cada vez mais claro

Em 1977, nos Estados Unidos, foi realizado o primeiro exame de imagem por ressonância magnética no ser humano. Foi um marco, que teve duração de cinco horas e foi uma revolução para os diagnósticos de doenças. Desde então, a evolução não parou, principalm

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Em 1977, nos Estados Unidos, foi realizado o primeiro exame de imagem por ressonância magnética no ser humano. Foi um marco, que teve duração de cinco horas e foi uma revolução para os diagnósticos de doenças. Desde então, a evolução não parou, principalmente na resolução das imagens obtidas.

Saiba os exames que devemos fazer

Com o tempo, as tecnologias vão se aperfeiçoando para os diagnósticos de imagens e expandiu para diversas aplicações do setor da saúde, como por exemplo o raio-x, que possibilita resultados complementares do corpo todo, e a ultrassonografia, que visita estruturas internas do corpo humano. Esse dois exames são os mais pedidos pelos médicos, atesta Francelino Araújo, chefe do setor de diagnóstico por imagem da Clínica Som Diagnóstico.

“Acima de tudo, é importante que o paciente venha aos laboratórios com frequência, que faça seus exames de rotina. É mais vantagem para o paciente identificar sua doença no estágio inicial e também para prevenir e até mesmo para saber se está sobre controle. Quando o paciente notar algo de errado, é fundamental que ele procure um médico. Ele vai verificar quais os exames possíveis a serem realizados”, alerta Francelino.

ENTENDENDO MAIS

Em 2009, a dona de casa Joseli Cruz, 34 anos, descobriu que tinha câncer de mama. Foi um grande susto para toda a família. “Não havia histórico de algum familiar que tivesse tido câncer, por isso não fazia o exame de mamografia com frequência. Até que uma vez, quando estava no banho, encontrei um caroço no meu seio esquerdo, mas não dei muita atenção de início. O caroço foi crescendo e resolvi procurar um médico. Fiz todos os exames e o principal era a mamografia. Não demorou a sair o resultado com a confirmação de que eu estava com câncer de mama. Logo comecei o tratamento, fiz uma cirurgia para retirar o nódulo, mas as células cancerianas já tinham se espalhado. Eu tive que voltar a fazer exames”, lembra Joseli.

A preocupação tomou conta e o arrependimento bateu por não ter procurado mais cedo o seu médico. Mas Joseli tinha fé de que ainda poderia vencer essa batalha. “Foi uma fase difícil. Passei por várias ultrassonografias, mamografias, tive que remover parte da mama, fazer quimioterapia e depois radioterapia, mas sempre realizava os exames. Eu precisava estar confiante. Tinha muita esperança de que os resultados mostrassem uma melhora”, conta a dona de casa. Depois de um ano de tratamento, hoje ela está curada do câncer e procura alertar seus familiares e amigos.

Mesmo com todas as tecnologias, dona Joseli não se envergonhava em perguntar para os médicos e técnicos. “Eu sempre fui curiosa e por isso não tinha nenhum problema em tirar minhas dúvidas sobre os exames. Precisava saber o que era, como era e se poderia oferecer algum risco. Também é fundamental que o paciente tenha confiança no seu médico”, aponta.

Mesmo depois de cinco anos, a dona de casa não pensa duas vezes quando tem que ir aos laboratórios fazer os exames. “Eu gosto de ter os resultados em mãos, olhar a imagem. O médico me explicando cada detalhe, e isso é um grande avanço para que nós possamos entender tudo claramente”, ressalta Joseli.

"Foi difícil. Passei por várias ultrassonografias, mamografias, tive que remover parte da mama, fazer quimioterapia, radioterapia, mas sempre fazia os exames. Precisava estar confiante, e me curei. Gosto dos resultados em mãos, olhar a imagem, o médico me explicando detalhes. Isso é um grande avanço para que possamos entender tudo claramente”.

(Diário do Pará)

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