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Consumo Infantil

Vivemos em pleno desenvolvimento de serviços, produtos e meios para oferece-los, ao maior número de pessoas possíveis, das mais diversas localidades e classes sociais. A maior de todas as “modas”, passou a ser consumir e não a de utilizar determinado pro

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Vivemos em pleno desenvolvimento de serviços, produtos e meios para oferece-los, ao maior número de pessoas possíveis, das mais diversas localidades e classes sociais.

A maior de todas as “modas”, passou a ser consumir e não a de utilizar determinado produto ou serviço. Antes mesmo de aprendermos a utilizar todos os recursos de nossos novos brinquedinhos, é lançado um novo modelo do mesmo, com novas funções e novo designer. Somos imediatamente tomados pela indignação de ter feito um mau negócio, ou pela febre compulsiva de pertencer ao seleto grupo dos que chegam na frente e detém o bem “indispensável” para a concorrência social diária.

Não tem muito tempo que foram criados os: parcelamentos, crediários, cartões de créditos, etc. Devemos refletir e lembrar, de como era a nossa vida de consumidores no século passado. Quando não tínhamos dinheiro para comprar algo, NÃO COMPRÁVAMOS, simples assim. Seria hipocrisia dizer que não ficávamos decepcionados, ou que a vontade de possuir tal bem, era facilmente superada pela responsabilidade orçamentária. O que acontecia numa hora como estas, é que os princípios morais agiam em algumas pessoas, que canalizavam seus desejos consumistas em absorção de conhecimento, desenvolvimento de um determinado talento ou habilidade. Quem detinha tais princípios não optava por burlar o sistema. Roubar, clonar, pedir emprestado e não devolver; nada disso era uma opção.

Pois bem, quem valorizou tais experiências, conseguiu superar o desejo (natural) de ter, pela necessidade primordial de existir. Porém algumas pessoas, se tornaram pais e passaram a colocar em prática as seguintes sentenças “não quero que o meu filho (a) passe pelo que eu passei” ou “não tive tal brinquedo e não vou deixar que meu filho (a) fique frustrado como eu fiquei”. Estas sentenças, são a válvula propulsora dos mercados de consumo e serviços. Oferecer algo é papel do mercado, consumir de maneira educada e sustentável é nossa obrigação. Sem consumo o país para, consumir não é o grande vilão. Consumir a custo de endividamentos; consumir para saciar um desejo relâmpago; influenciar pessoas a terem as mesmas atitudes equivocadas de consumo; são marcas de consumidores infantis.

O consumidor infantil, deve ser acompanhado, orientado, para que não contamine os demais. Assim como uma mãe comprometida, não oferecerá a sua filha, produtos incompatíveis para sua idade. O adulto, “consumidor emancipado”, não atende a seus sentimentos de possuir e sim a sua obrigação de existir. Somos mais do que uma maçã mordida, um trovão ou um cavalo. Somos pais, mães, educadores e educadoras, nativos deste novo tempo desafiador e de maravilhosas oportunidades. Nossa vitrine (currículo) deve estar repleta de opções, ditando e acompanhando as novas tendências. Nossas conexões, devem sempre equilibrar realidade e virtualidade, para que não se jogue fora toda a nossa história em apenas um clique ou no digitar da senha de nossos cartões.

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