Até os casais mais felizes brigam e não tem jeito, porém, por mais que a raiva e a tristeza muitas vezes apareçam, é importante medir as palavras durante as discussões uma vez que a falta de cuidado gera transtornos que se acumulam, erguendo um muro que divide o casal
Segundo Margareth Signorelli, coach de relacionamento e terapeuta, não se pode desprezar a importância do “como falar”. O tom de voz, o ritmo e os gestos têm mais impacto do que as palavras propriamente ditas e por isso, devemos treinar para ter uma comunicação relevante e com o significado correto.
Uma conversa saudável precisa de alguns elementos, como o momento certo para o papo. Deve-se falar o que se pensa, mas de forma respeitosa e ouvindo o outro, alerta a especialista. Margareth enfatiza que "Devemos apontar o que não entendemos para não deixar dúvidas ou mal entendidos no ar. Não precisa haver acusações, cobranças e muito menos falta de respeito", explica.
A terapeuta aconselha a ter calma e controle e, caso não seja o seu perfil, deixe o diálogo para um momento de mais controle. Veja as piores expressões que você dizer e os motivos disso:
"Não é a primeira vez que você faz isso” ou “você já fez a mesma coisa naquela ocasião”: São expressões que remetem a coisas passadas e isso envenena, pois dá a impressão de estagnação e de que o indivíduo não evolui, gerando um pré-julgamento.
"Você age como uma criança” ou “você é muito infantil”: é uma afirmação de ataque direto e revela ainda a falta de humor ou de flexibilidade por parte de quem faz a crítica.
"Isso é coisa da sua família” ou “isso é típico da sua mãe”: Margareth explica que ninguém gosta de ser comparado, mesmo que de forma positiva pois somos seres únicos e é assim que cada um de nós quer ser lembrado”, expõe. Ela recomenda que se diga o que não está agradando, sem referências a terceiros.
“Eu não teria feito assim” ou “se fosse eu, teria feito do jeito certo”: quem ouve isso tem suas competências colocadas em questão e cria-se a insegurança quanto às escolhas e atitudes, além da sensação de nunca ser bom o suficiente. Segundo Margareth, a pessoa também corre o risco de perder a espontaneidade, pois pode cair na armadilha de querer tentar pensar como o outro agiria.
“Você é louco” ou “você é falso”: O objetivo é desestabilizar ou atacar para se defender quando se está sob pressão e não se tem argumentos. Para Margareth, é uma falta de respeito muito grande. “Quando chega a este ponto, a parceria fica tóxica. Caso isso aconteça uma vez, que seja a última”, complementa.
“Vamos terminar”: Não fale por falar. “Só use esta frase se já tiver pensado, repensado e chegado à conclusão de que esta é a única saída para o relacionamento”, adverte Margareth.
(DOL com informações dos sites M de Mulher e Vital)
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