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Diabetes: parte dos casos pode ser evitada

O diabetes é um dos problemas mais graves de saúde pública, já que é responsável por 40% das mortes por doenças cardiovasculares - primeira causa de morte no mundo. A doença é inclusive, é a principal causa de defiência renal e também de amputação no mund

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O diabetes é um dos problemas mais graves de saúde pública, já que é responsável por 40% das mortes por doenças cardiovasculares - primeira causa de morte no mundo. A doença é inclusive, é a principal causa de defiência renal e também de amputação no mundo.

No Brasil, a doença atinge cerca de 10% das pessoas entre 30 e 69 anos. Porém, apenas metade delas sabem que são portadoras do distúrbio. Como prevenir é sempre o melhor remédio, o endocrinologista Affonso Zahluth afirma que mesmo que a pessoa não apresente qualquer sintoma da doença, como sede, urina em excesso, cansaço e perda de peso". Ainda de acordo com o Dr. Affonso, um meio de diagnosticar a doença é através de um exame simples.

"A cada seis meses é recomendável que a pessoa faça o exame de dosagem da glicose no sangue. Principalmente as que possuem fatores de risco como, vida sedentária, alimentação inadequada, ter parentes com a doença e histórico de doenças cardiovasculares, e o próprio estresse, que é um fator determinante", explica.

NA PRÁTICA

O diabetes é decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer seus efeitos de forma adequada, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue. A insulina atua promovendo a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar nas células, para ser utilizado como fonte de energia. Logo, a falta desse hormônio, ou a não ação correta do mesmo provoca o aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

OS TIPOS DE DIABETES

São dois os tipos da doença e em ambos os casos, o excesso de glicose em circulação gera várias complicações que, se não forem controladas, podem levar à morte. No tipo 1, que ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com a doença, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina devido a debilidade do sistema imunológico. Com isso, nossos anticorpos acabam atacando as células que produzem a esse hormônio.

No tipo 2 da doença, que ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabete, ou a produção dela não é suficiente ou as células simplesmente não conseguem aproveitá-la da forma correta - a chamada resistência à insulina. O diabetes tipo 2, geralmente pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, porém, com o passar do tempo, a doença pode se agravar.

PRÉ-DIABETES

A pré-diabetes é um termo usado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver a doença. É como se fosse um estado intermediário entre o saudável e o diabetes tipo 2 - pois no caso do tipo 1 não existe pré-diabetes, já que pessoa nasce com uma predisposição genética ao problema e a impossibilidade de produzir insulina, podendo desenvolver o diabetes em qualquer idade.

NA GESTAÇÃO

Algumas mulheres desenvolvem diabetes gestacional nos últimos estágios da gravidez. A doença é caracterizada pelo aumento da resistência à ação da insulina durante a gestação, o que acaba contribuindo para o aumento nos níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo - ou não - persistir após o parto. A causa exata do diabetes gestacional ainda não é conhecida e embora esse tipo de diabetes geralmente suma depois do parto, a mulher que a teve e seu bebê possuem maior risco para desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde na vida.

COMPLICAÇÕES DA DOENÇA

Entre algumas das complicações do diabetes estão a perda de sensibilidade nas extremidades do corpo, o que acarreta a uma série de deformidades como os pés planos, os dedos em garra, e a degeneração das articulações dos tornozelos ou joelhos, e em muitos casos, amputações.

A perda da visão e outra possível consequência do diabetes sendo a doença uma das principais causas de perda de visão antes dos 65 anos. Segundo o Dr. Affonso Zahluth, um dos sintomas iniciais da doença é a visão turva, já que o açúcar se dilui nos fluidos dos olhos e nos tecidos, mudando o índice de refração dos órgãos, ou seja, o grau que a pessoa precisaria enxergar.

Os diabéticos devem consultar periodicamente um oftalmologista para saber como está a saúde ocular e evitar possíveis complicações.

(DOL)

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