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Mendigos virtuais ou gamers Tóxicos, assim são conhecidos os usuários brasileiros nos principais provedores de jogos online do mundo. Os chamados BRs, deflagram uma imagem negativa nas jogatinas online. Não foram poucas e nem discretas, as manifestações d

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Mendigos virtuais ou gamers Tóxicos, assim são conhecidos os usuários brasileiros nos principais provedores de jogos online do mundo. Os chamados BRs, deflagram uma imagem negativa nas jogatinas online. Não foram poucas e nem discretas, as manifestações de alegria, advinda de usuários internacionais, ao descobrirem que os elevados impostos no Brasil para games e produtos eletrônicos, seriam mantidos. “Isso vai diminuir o acesso desses mendigos”, assim se expressou um jovem jogador europeu.

Antes de uma retaliação nacionalista, é preciso saber que os gamers brasileiros, são sim, péssimos parceiros para se jogar online. Geralmente os gamers nacionais, não cumprem as regras dos jogos, ficam pedindo esmolas (créditos) durante o desenvolvimento das missões, num termo bem juvenil, ficam “zoando” a campanha, matam seus próprios parceiros de batalha, depredam os cenários
virtuais por pura diversão desconexa.

Empresas de games famosos como League of Legends, tiveram que criar um servidor exclusivo para o Brasil, devido a avalanche de reclamações contra os usuários BRs. Será que o virtual imita o real ou o real imita o virtual?

Enquanto não chegamos a uma conclusão, o certo é que nossos mocinhos e mocinhas, se comportam como bandidos na grande rede. É necessário que pais e educadores, olhem com maior relevância para estas informações. Não adianta achar que isso é só uma brincadeira. Crackear (invadir ou danificar) é crime.

Dificilmente, uma pessoa que comete tal delito não sabe o que está fazendo. Não orientar um jovem ou um adolescente para tal práticas é negligenciar o processo educacional.

Proponho um teste para quem tiver acesso a um jovem ou adolescente que jogue games online. Peça para que o mesmo, conte como o jogo funciona e como ele se comporta para: jogar, conseguir ingressar em campeonatos pagos, comprar acessórios para o personagem sem ter dinheiro no mundo real, com quantas pessoas o mesmo se comunica durante uma jogatina e que ele traduza ou explique, determinados termos usados durante os jogos.

O aceitável é que a mãe educadora, saia desta conversa com uma enorme dor de cabeça. Percebendo que o seu pupilo está mergulhado num mundo altamente viciante e paralelo a realidade. Este mundo é particular por essência e os usuários pensam que tudo podem, sem que exista nenhum tipo de consequências.

Insisto; inclusão digital, não é ligar computadores e deixar nossos filhos e alunos navegarem pelos mares da internet sem supervisão alguma. Isso é permitir que nossos protegidos, naufraguem no mundo real, por acharem que a vida permite escapismos de hora em hora, o nome disso é distração. Temos um comportamento deplorável nos meios virtuais. Que isso nos sirva de estímulo, para gerarmos um processo educacional emergencial e efetivo. Não adianta tirarmos os mendigos das ruas, se não tirarmos nossos mendigos da internet e reconectarmos os mesmos a uma realidade de oportunidades atrativas e concretas.

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