Ter a audição normal é um dos fatores de grande importância para o desenvolvimento adequado da fala e linguagem nas crianças. E alterações auditivas, mesmo que pequenas e transitórias, podem estar associadas a distúrbios da fala e do aprendizado. Por isso, mamães e papais precisam de muita atenção dos pais para que esse quadro seja tratado desde cedo.
E devido a toda essa importância, em 2010 foi criada - e sancionada - a lei que tornou obrigatória e gratuita a realização do Teste da Orelhinha.
O teste é realizado já no segundo ou terceiro dia de vida do bebê, é indolor, não tem contra-indicações, é feito durante o sono do recém-nascido e dura em torno de dez minutos.
O exame é imprescindível para todos os bebês, principalmente àqueles que nascem com algum tipo de problema auditivo. E um recém-nascido que tem um diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade pode desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte.
FATORES QUE PODEM LEVAR À SURDEZ
São inúmeros os fatores que podem levar à surdez da criança ainda no útero, como má formações, histórico familiar de surdez congênita, infecções como como rubéola, sarampo e toxoplasmose, o uso de remédios muito fortes pela mãe e algumas síndromes podem ocasionar perdas auditivas.
Depois do nascimento, doenças infecciosas, remédios e a permanência em incubadoras por mais de 48 horas (em casos de bebês prematuros) são as causas mais freqüentes de surdez. As otites repetitivas também podem desencadear o quadro, e sem o tratamento adequado, elas podem perfurar o tímpano. As otites de secreção, muito comuns na amamentação não geram dor, mas causam graves prejuízos ao ouvido do bebê. Quando ele é pequeno, seu ouvido ainda é muito reto e, dependendo da posição durante o aleitamento, o leite pode subir para seu ouvido.
Por isso, os especialistas aconselham que a amamentação seja feita com a criança em posição inclinada; e além da posição correta na hora de amamentar, algumas condutas da mãe ainda na gravidez são de grande importância. É importante que ela esteja em dia com o pré-natal, mantenha uma alimentação saudável, não use medicamentos sem orientação médica, tome as vacinas necessárias e cultive bons hábitos, como não fumar nem consumir bebidas alcoólicas.
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ATENÇÃO EM CASA
Mesmo depois da realização do teste da orelhinha, é essencial que os pais, em casa, acompanhem o desenvolvimento auditivo da criança. Eles precisam sempre estar atentos a mudanças de comportamento no filho. Se ele está apático, desatento ou se a mãe chama e ele não olha. Ficar de costas para a criança, chamá-la e, com auxílio de outra pessoa, ver se ela reage é um bom teste caseiro para verificar se seu pimpolho anda escutando bem.
Além disso, todos possuímos um reflexo involuntário. Ao ouvirmos sons muito fortes, piscamos nossos olhos. Então, os pais podem verificar se o bebê apresenta essa reação. Vale destacar porém, que nem sempre esses testes feitos em casa são seguros, pois ao chamar a criança, por exemplo, ela pode olhar para o adulto porque o viu e não porque o escutou. Por isso, um acompanhamento junto ao pediatra e ao otorrinolaringologista é fundamental.
Os pais não devem dar remédios sem prescrição médica ou submeter a criança a barulho excessivo. Também devem ter o cuidado de não introduzir nenhum objeto no ouvido da criança nem permitir que ela o faça. A limpeza da orelhinha de forma segura também é primordial, já que o mau uso da cotonete, além de prejudicar o ouvido externo (duto), pode lesar o tímpano e as estruturas do ouvido médio. Por isso, o cotonete ou a fralda só devem ser usados na parte externa da orelha ou, no máximo, até onde o dedo alcança. O ideal é que se umedeça o cotonete com um creme ou óleo, pois o algodão seco pode ocasionar sangramentos e erosões na pele frágil do bebê.
(DOL com informações dos sites Guia do Bebê e Revista Crescer)
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