A educação, passou a ser um tema debatido em vários ambientes, sejam eles políticos ou religiosos, os argumentos que sustentam qualquer debate sobre educação, sempre chegam a um consenso; de que o homem não é capaz de viver em sociedade, sem que haja um plano educacional muito bem definido e aplicado.
As escolas assumem o papel de palco principal nesta discursão. Discute-se sobre: a integralidade do ensino, os investimentos em segurança, o uso massivo ou precário da tecnologia em sala de aula. Pouco se questiona, sobre o papel de educar de fato, a quem pertence? O Estado e sua respectiva máquina, está burocratizado demais para tomar uma decisão; os professores estão desanimados demais para se comprometerem; os pais estão ocupados demais para se envolverem. É neste verdadeiro “jogo de empurra”, que estão imersos nossos filhos e alunos.
A tecnologia assumiu o papel relacional da educação. Enquanto não definimos ou desempenhamos adequadamente nossos papéis, os equipamentos tecnológicos e suas plataformas virtuais de relacionamentos, adotam nossos pupilos e virtualizam todo o processo de construção de vínculos afetivos e desenvolvimento técnico produtivo.
Após visitar centenas de escolas brasileiras, ministrar inúmeras palestras, participar de reuniões pedagógicas e aplicar novos modelos de formação para professores. Pude identificar a verdadeira carência da escola contemporânea. Definitivamente, não estou falando de estrutura física, de laboratórios de informática, de circuitos internos de segurança e monitoramento 24 horas. Estou falando da carência afetiva, especificamente da orfandade social, tão presente nos pátios e salas de aulas das escolas brasileiras, sejam elas públicas ou privadas.
Nossos alunos vivem na ignorância existencial, pois, enquanto o calendário escolar privilegia conteúdos técnicos e científicos, nossos pupilos crescem sem ferramentas relacionais. As aulas massivamente conteudistas, não dão espaço para reflexão. Nossos filhos e alunos são tratados de forma homogenia, sem direito a pensar e agir por conta própria. Ainda assim, por mero modismo, quer se implantar a escola em tempo integral, que significa na prática, mais conteúdo e menos formação humana, a verdadeira catástrofe social na vida de nossos filhos e alunos.
Rogo aos pais e educadores que reflitam sobre a vida de nossos filhos e alunos. Notas, frequências e aptidões, na maioria das vezes não refletem as reais necessidades de nossos protegidos. O consumo e a tecnologia, preenchem de maneira destrutiva o espaço que deixamos. Certa vez, um pensador afirmou que para educar o indivíduo, era preciso dar “raiz e asas”. Vou retificar esta sentença, pois, para se educar alguém, é preciso dar “raiz, amor, limite e asas”.
Não podemos deixar que a educação seja um processo auto regulatório. A tecnologia, numa análise etimológica, traduz-se no estudo da técnica. Assim, pais e professores, precisam exercer seu domínio da técnica humana e encantar nossos filhos e alunos. Não é com muros, equipamentos tecnológicos ou com melhores salários, que mudaremos o cenário caótico da educação brasileira. É com adultos comprometidos, facilitadores e instigadores do conhecimento, que mudaremos o nosso sistema educacional. Que ao invés de competidores individualistas, formemos cidadãos cooperativos. Que o amor prevaleça, na falta de qualquer ferramenta real ou virtual. Esta, é a verdadeira escola, #A Escola do Futuro.

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