Após um ano de tentativas frequentes, sem o uso de métodos anticoncepcionais, e que não resultou em gravidez pode ser caracterizado como infertilidade. Se há uma causa conhecida ou se a mulher possui mais de 35 anos, a procura de um especialista para diagnosticar o problema deve ser inferior a um ano.
O casal deve procurar tratamento para ter filhos após um ano de vida sexual sem contracepção e sem obter uma gestação ou após dois abortos consecutivos. Além disso, há uma recomendação da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, que a mulher com mais de 35 anos deve procurar um especialista após 6 meses de tentativas sem sucesso e, após os 40 anos, procura imediata assim que desejo de gravidez. Caso haja outra suspeita de dificuldade para engravidar em qualquer idade, a procura de avaliação também é indicada.
CAUSAS DA INFERTILIDADE
As causas da infertilidade são divididas democraticamente: Em alguns casais foram identificados fatores exclusivamente femininos e em outros casos, fatores exclusivamente masculinos. Ocorrem ainda casos em que não é encontrado um fator preponderante que justifique a infertilidade. Neste caso, ela é denomina infertilidade sem causa aparente. Vale destacar que não significa que não há uma causa, e sim que não foi possível reconhecer o fator de infertilidade com os métodos utilizados ou disponíveis na atualidade.
No caso da infertilidade masculina, sua principal causa é desconhecida (chamada de idiopática). Porém, destaca-se a varicocele, fatores obstrutivos, genéticos ambientais com a drogadição e uso de anabolizantes. Já no caso da mulher, as principais causas de infertilidade são: endometriose, alterações tubárias, distúrbios da ovulação, destacando a síndrome dos ovários policísticos, alterações uterinas, entre outras.
Existem fatores que aumentam o risco de infertilidade feminina e masculina. No caso da mulher, o fato de deixar para engravidar mais tarde, a obesidade ou o baixo peso, a exposição a doenças sexualmente transmissíveis e o tabagismo são exemplos claros de situações que aumentam o risco de infertilidade e que devem ser evitados.
Outra situação é a exposição aos tratamentos oncológicos como a quimioterapia ou radioterapia. Nestes casos, dependendo do processo utilizado, há prejuízo da reserva ovariana e alto risco de infertilidade. Por isso, estas pacientes devem sempre serem orientadas quanto à preservação de fertilidade.
No caso dos homens, há os fatores relacionados à exposição a substâncias tóxicas. Entre os exemplos mais comuns, estão os medicamentos usados em quimioterapia, a radiação ionizante, o calor ou os hormônios exógenos. Além disso, infecções que levam à inflamação dos testículos também podem estar envolvidas.
HEREDITARIEDADE
Problemas de fertilidade hereditários entre as mulheres podem existir, porém, depende do problema. Sabe-se que há um componente familiar em doenças como miomas, endometriose e falência ovariana prematura (menopausa precoce). Já os homens podem ter alterações genéticas que levam a redução da qualidade do sêmen.
Outra situação rara, mas importante, é quando há ausência dos ductos deferentes bilaterais (canais que transportam os espermatozóides do testículo para o ducto ejaculatório). Este problema está relacionado a uma mutação do gene da fibrose cística, doença grave que deve ser avaliada.
IDADE x FERTILIDADE
A mulher está suscetível à gravidez a partir da sua primeira menstruação, porém,vale destacar fatores importantes em cada fase da vida. A maior vantagem em engravidar aos 20 e poucos anos é a saúde pois os riscos de doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia são menores nesta fase.
Por volta dos 30 anos, é o período que a maioria das pacientes por questões profissionais e sociais escolhe para engravidar. A estabilidade financeira e emocional faz com que a mulher aproveite e curta muito mais a maternidade, influenciando o bem-estar, tanto dela quanto do bebê. A partir dos 35 anos, os obstetras já consideram a gestação de risco e ainda alertam para a queda progressiva da fertilidade feminina.
Há uma queda da fertilidade com a idade e por volta dos 35 anos, 16% dos casais possuem dificuldade em engravidar. Este valor aumenta até os 37 anos e a queda da fertilidade é mais acentuada até, aproximadamente, 43 anos.
Após esta idade, entre as pacientes inférteis submetidas aos tratamentos mais sofisticados, como a fertilização in vitro, apenas cerca de 5% alcançarão uma gravidez.
A idade interfere na fertilidade do homem de maneira muito menos incisiva do que na mulher. Há trabalhos que mostram uma redução na concentração e na mortalidade dos espermatozóides. Outros, um aumento de problemas genéticos com a idade. No entanto, a queda da fertilidade masculina inicia-se, em média, dez anos mais tardiamente que nas mulheres.
(DOL com informações dos sites Minha Vida e Saúde)
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