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Cuidados necessários ao negociar dívidas

Com a vinda do 13º salário, o fim do ano é uma boa época para renegociar dívidas, e muitos bancos e lojistas costumam facilitar o pagamento para ajudar o consumidor endividado a limpar o nome e voltar às compras.  Porém, na ânsia de tirar o nome dos cada

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Com a vinda do 13º salário, o fim do ano é uma boa época para renegociar dívidas, e muitos bancos e lojistas costumam facilitar o pagamento para ajudar o consumidor endividado a limpar o nome e voltar às compras.

Porém, na ânsia de tirar o nome dos cadastros de proteção ao crédito, muitos consumidores cometem erros que não só tornam aquela dívida muito cara como podem, no futuro, inviabilizar seu pagamento. Deixar de considerar o prazo de pagamento e os custos que estão embutidas na dívida são alguns desses erros.

Às vezes, a taxa oferecida em uma negociação é até baixa, mas o pagamento será feito por um prazo muito mais longo do que o necessário. É melhor uma dívida de um dia com 100% de juros do que uma dívida de um ano com 95% de juros.

Além do longo prazo de pagamento, as tarifas embutidas no financiamento, assim como os impostos e os seguros, podem tornar a prestação mais alta. É preciso que todos esses custos sejam computados.

Dentro desse limite de 30% devem ser consideradas todas as dívidas, incluindo-se aí a prestação da casa e do carro, por exemplo. O que sobra é o dinheiro necessário para o pagamento das despesas do dia a dia.
É preciso reservar dinheiro para o pagamento da parcela. Sair das dívidas é o sonho de muita gente, e é preciso priorizá-lo."

ERROS AO NEGOCIAR DÍVIDAS

NÃO PRESTAR ATENÇÃO NO PRAZO - Uma boa forma de negociar é pedir que a loja ou o banco reduza os juros cobrados na dívida. Olhar só os juros ou o valor da parcela, porém, não basta. O ideal é ter uma dívida de um dia com 100% de juros do que uma dívida de um ano com 95% de juros. Ou seja: mesmo que a taxa seja mais baixa, a dívida será muito cara se o prazo de pagamento for longo demais;

IGNORAR CUSTOS NÃO EXPLÍCITOS - Os juros não são o único gasto que um endividado tem. Estão embutidos em um financiamento outros gastos, como impostos, seguros e tarifas, que muitas vezes não são claramente informados. É obrigação da loja ou do banco deixar claro o custo efetivo total do financiamento, que inclui tudo isso e mostra com maior precisão o gasto que o consumidor terá para quitar aquela dívida;

CONTRATAR PRODUTO PARA TER DESCONTO - Ao pedir um empréstimo para o banco ou renegociar uma dívida, muitas vezes o consumidor é informado de que pode ter acesso a uma taxa de juros mais baixa se contratar um seguro, um título de capitalização ou um cartão de crédito. Essa prática é proibida. Além disso, pagar por um produto adicional pode fazer o desconto na taxa cair por terra;

FAZER NOVA COMPRA A PRAZO - Se o consumidor está inadimplente e renegocia a dívida, seu nome deve ser retirado dos cadastros de proteção ao crédito. Isso não significa que ele deve se sentir livre para assumir novas prestações. É necessário honrar o acordo e reservar dinheiro para as prestações. Sair das dívidas é também um sonho, e é preciso priorizá-lo;

NÃO ESTABELECER PRIORIDADES - Quem tem várias dívidas ao mesmo tempo precisa estabelecer prioridades de pagamento, até porque nem sempre será possível quitar todas elas de uma só vez. E bens como financiamentos do carro e da casa devem ser priorizados. Isso porque, nesses casos, os bens são dados como garantia, e falta de pagamento pode fazer o consumidor perdê-los para o banco;

NÃO REESTRUTURAR O ORÇAMENTO - A primeira coisa que uma pessoa endividada deve fazer é procurar o credor para renegociar o débito. Mas de nada adianta firmar um acordo se o orçamento não for revisto. Antes de sair pagando a dívida, é necessário fazer um diagnóstico financeiro. É preciso conversar com a família e cortar gastos, para evitar cair em novas dívidas no futuro;

OPTAR POR SOLUÇÕES MILAGROSAS - As instituições financeiras oferecem vários produtos para quem está endividado. Entre as novidades, estão título de capitalização que sorteia dinheiro para quitação de dívidas e empréstimo que permite ao consumidor "pular" uma parcela. Acreditar na sorte ou adiar o pagamento, porém, não é a melhor forma de encarar o problema.


(DOL com informações do portal UOL e da Revista Exame)

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