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Parentes devem se esforçar para manter união

Encontrar uma família que não tenha algum tipo de desavença entre seus membros é algo raro, e dependendo das circunstâncias, o sofrimento e a mágoa provocados pela briga ou mal entendido acabam atingindo quem não teve nada a ver com a história, e em algun

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Encontrar uma família que não tenha algum tipo de desavença entre seus membros é algo raro, e dependendo das circunstâncias, o sofrimento e a mágoa provocados pela briga ou mal entendido acabam atingindo quem não teve nada a ver com a história, e em alguns casos, atravessam gerações.

Para evitar que a desarmonia impere e continue, o ideal seria que os principais envolvidos selassem um acordo de paz. Ou, pelo menos, tentassem conviver cordialmente para manter todos em união.

Segundo o psicólogo e terapeuta familiar Marcelo Lábaki Agostinho, primeiro é preciso compreender o que cada um de nós tem em mente sobre o que é manter uma família unida e aceitar que é difícil conviver sem que existam problemas, mas apesar deles, todos devem se relacionar bem e felizes, não focando nas diferenças e nos conflitos. Asssim fica mais simples o caminho rumo ao entendimento.

Vale destacar que não é raro que muitas famílias que se dizem unidas estejam falsamente em comunhão. As discussões familiares podem ser transparentes e respeitosas, o que leva os membros a ter um vínculo mais saudável. Ambientes onde não se manifestam as individualidades não podem ser chamados saudáveis.

Po outro lado, não buscar a conciliação com o parente com o qual se desentendeu ou se esquivar de apaziguar os ânimos entre familiares brigados pode fazer com que picuinhas ou fatos isolados virem fendas enormes, trazendo muita discórdia e corroendo mais relações familiares.

É comum entre as famíllias, questões ligadas a brigas por herança, por exemplo, nem sempre na mesma geração, mas de gerações passadas. E que trazem à tona muitos ressentimentos, causando conflitos na geração atual e a raiva pode envolver segredos familiares, rivalidades e invejas do passado.

Trata-se de um mecanismo que em terapia familiar se denomina "lealdades invisíveis". "O que não é resolvido em uma geração, fatalmente passará para a seguinte, deixando para algum descendente a responsabilidade de liquidar essa dívida, já que aguém terá que "pagar esta conta", e esta é, sem dúvida, a pessoa que mais sofre.

HASTEAR A BANDEIRA BRANCA?

Segundo o psicólogo, vale sempre a pena fortalecer relações sociais e, especialmente, afetivas. É isso o que nos resta, no fim das contas. Ao final da vida, não queremos mais um carro bonito na garagem, e, sim, estar perto de pessoas que amamos e que nos amam.

Então, não é preciso esperar o finzinho da vida ou alguma grande tragédia. Além do mais, uma briga entre duas pessoas da família não afeta apenas as duas, mas todo o sistema familiar.

Por mais sérias que sejam as razões dos conflitos, como traição, desfalque ou adultério, é importante não repassar aos outros para, como já foi dito, não contaminar gerações que nada têm a ver com isso.

Se dois cunhados brigaram, por exemplo, não precisam ficar envenenando as mulheres ou os filhos uns contra os outros. É necessário o mínimo de respeito em relação à opinião e aos sentimentos alheios.

Algumas até se esquivam de eventos familiares em que inevitavelmente vão se esbarrar para não ter de olhar na cara da outra, e acabam perdendo a chance de resolver ou, no mínimo, estabelecer um relacionamento cordial.

Por que não engolir o orgulho em benefício de alguém –um filho, por exemplo, que pode ter um afeto genuíno pelo tio que você não suporta, mas ambos se dão bem?

Compreender o outro na sua forma de ser e até em seus limites evita muita confusão. Se você está com a razão não a perca mantendo-se inflexível e, se errou, não meça esforços por redimir-se e manter a harmonia. Toda a família ganha com isso.

(DOL com informações do portal Terra)

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