Uma relação sexual sem preservativos pode causar uma gravidez indesejada, além de várias doenças sexualmente transmissíveis. Mesmo sabendo dos riscos, muitos ignoram as possíveis consequências e mantém relação sem qualquer tipo de proteção. Depois, recorremo à pílula do dia seguinte, como o casal Talita e Rafael, participantes do realitty show BBB.
Por mais de uma vez o casal precisou recorrer à pílula do dia seguinte, que protege apenas de uma gravidez indesejada. Mas os especialistas alertam que ela deve ser tomada somente em casos extremos.
O caso não é exclusividade do programa de TV, e muitas mulheres usam o medicamento com frequência, esquecendo que ele deve ser usado com cuidado, já que pode trazer diversos efeitos colaterais, devido à sobrecarga hormonal que provoca no organismo da mulher.
TIPOS DE PÍLULA
O mercado disponibiliza dois tipos de pílula do dia seguinte: uma cartela com apenas um comprimido de 1,5mg de levonorgestrel e outra com dois comprimidos de 0,75mg da substância. Como se trata de um método de emergência e não de prevenção, a dosagem da pílula, independentemente do tipo, é um turbilhão de hormônios.
Para os especialistas, não existe diferença entre os dois tipos de pílula do dia seguinte, até porque a dosagem é a mesma. Ambas representam uma enorme carga de hormônios ingerida de uma só vez, diferentemente das pílulas anticoncepcionais convencionais - ingeridas diariamente -, que possuem dosagem menor.
COMO TOMAR O REMÉDIO DE FORMA SEGURA
Para o tipo que tem apenas uma pílula, basta tomá-la até 72 horas depois do ato sexual. Para aquela que vem em duas doses, a primeira deve ser tomada logo após a relação desprotegida, e a segunda, depois de 12 horas.
Mesmo com esse intervalo grande de tempo - 72 horas - a pílula do dia seguinte pode ser tomada em até 12 horas do "acidente" para aumentar a eficácia do método.
A PÍLULA DO DIA SEGUINTE PODE FALHAR?
Segundo especialistas, existe cerca de 5% de chance da pílula falhar. Isso se levarmos em conta que ela seja tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual. Então é possível, sim, que a mulher engravide, afinal, a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo, e sim um medicamento de emergência. Logo, o corpo não está preparado para ela.
A ação do levonorgestrel - um tipo de progesterona - pode inibir ou retardar a ovulação. Ou seja, ele é capaz de dificultar a passagem do óvulo ou do espermatozóide, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo.
Se ingerida depois da formação do feto, a pílula ela pode causar hemorragia e aborto, fatores de altíssimo risco para a vida da mulher.
EFEITOS COLATERAIS
Mesmo se usada de forma esporádica, a pílula do dia seguinte pode causar efeitos colaterais como dores de cabeça e no corpo, náuseas, diarreia, vômito, cansaço excessivo, hipersensibilidade nos seios e dor abdominal.
Na maioria das vezes, a pílula altera o fluxo normal da mulher, desregulando a menstruação - e dependendo do dia em que foi tomada, a pílula pode provocar sangramento ou mesmo retardar a menstruação.
Se usada com certa frequência, de acordo com o organismo, é possível que o medicamento interferira nas reações do corpo, que pode acarretar inclusive, o aumento de peso.
CONTRA INDICAÇÕES
O uso da pílula deve ser preescrito por um médico. Porém, sabe-se que algumas condições podem tornar o uso da pílula do dia seguinte perigoso. Em princípio, ela é contra-indicada a mulheres com hipertensão descontrolada, problemas vasculares, doenças do sangue e obesidade mórbida.
Vale reassaltar que estas são contra-indicações relativas, que aumentam o risco de insucesso ou outros problemas e dependem de avaliação individual.
PÍLULA, ÁLCOOL E CIGARRO
O uso de alguns tipos de drogas pode ser prejudicial se combinados com o tratamento com a pílula do dia seguinte. Bebidas e cigarros possuem substâncias que potencializam os níveis do hormônio estrogênio no organismo e não devem ser ingeridos com nenhum outro medicamento.
A pílula com estrogênio é um vasoconstritor, que contrai os vasos sanguíneos, e a nicotina do cigarro também. Em associação, aumentam o risco de derrame (Acidente Vasculas Cerebral) e trombose.
(com informações dos sites Minha Vida e M de Mulher)
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