Rosto característico, pescoço curto, dificuldade de falar, cabelos lisos... tempo atrás, por volta de 1947, estes traços indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos, atualmente porém, a expectativa de portadores da síndrome está entre 60 e 70 anos - segundo a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Além disso, foi-se o tempo no qual o diagnóstico da Síndrome de Down era muito mais aflitivo do que é hoje para os pais, apesar disso, mesmo sendo uma condição de saúde que atinge atualmente 270 mil pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as pessoas que vivem com ela ainda têm sua capacidade frequentemente questionada - o nome da síndrome é uma referência ao médico britânico John Haydon Langdon Down (1828-1896), o primeiro a escrever sobre ela.
A Síndrome de Down não é considerada uma doença, mas uma alteração genética na qual a pessoa possui três cromossomos 21 ao invés de dois. Os indivíduos que não possuem a síndrome têm 46 cromossomos em suas células e as com Síndrome de Down, 47. Este cromossomo a mais nas células é responsável por algumas características físicas e também pela maior prevalência de alguns problemas de saúde.
DESENVOLVIMENTO E COMPORTAMENTO
As pessoas que possuem a síndrome, falam, andam, se expressam, fazem tudo como qualquer um que não possua a síndrome. A diferença é que o indivíduo leva mais tempo para aprender, já que possui um atraso no desenvolvimento.
Essas pessoas, por terem uma deficiência genética, necessitam de atenção especial, principalmente com os cuidados clínicos. Por exemplo, os problemas auditivos são mais comuns, algumas delas podem ter doença congênita do coração, os problemas de ordem visual são bastante frequentes, como o estrabismo, miopia e outros. Pode ter também hipotireoidismo. Por isso é recomentado o acompanhamento clínico.
AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA
Por meio de exames é possível diagnosticar a alteração genética ainda no período de gestação, porém, mesmo assim, existem casos em que a Síndrome de Down é descoberta apenas ao nascimento do bebê.
Segundo a fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento de portadores da Síndrome de Down, Fernanda Davi, os casos da síndrome tem se tornado cada vez mais frequentes: "Eles estão mais comuns, pois as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos", justificou. Ainda segundo a Fundação Síndrome de Down, há maior probabilidade da ocorrência do problema em relação à idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a Síndrome de Down se manifestar.
(com informações do site Mais Saúde e portal Terra)
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