A menstruação não vem, começam os enjoos, vem a sonolência, a barriga cresce ...os sinais são típicos de que uma mulher que está grávida, mas podem ser também, sintomas de uma gravidez psicológica. Na versão psicológica, os indícios são os mesmos, com a diferença de que, no segundo caso, não há nenhum bebê.
O ciclo menstrual está diretamente relacionado com o hipotálamo - região do cérebro que controla as emoções, e ao sofrer alterações psiquiátricas, mulheres podem ter algum desequilíbrio do ciclo menstrual, provocando atrasos e outros sintomas, como enjoos, dor nos seios e aumento do abdômen, levando a mulher a uma falsa gravidez. Em alguns casos, as mulheres com gravidez psicológica chegam até a produzir leite, pois uma alteração de hipófise pode aumentar a produção de prolactina - hormônio responsável pela produção do leite.
As mulheres entram neste estado por questões físicas - problemas no ovário, nódulo ou folículo - ou emocionais. Neste caso, existe um real (e grande) desejo de ficar grávida. Os sintomas também podem ocorrer se a mulher tem medo de engravidar.
Há também o casos de mulheres que não querem engravidar e, ao ter uma relação sexual, começam a pensar se estavam devidamente protegidas. Por conta da ansiedade, ela não menstrua no mês seguinte e cria a fantasia de que está grávida.
Estudos clínicos apotam que a gravidez psicológica ocorre com mais frequência na fase em que a mulher é uma "adulta jovem", ou seja, entre 20 e 30 anos. Antes dos 20 e até os 35 anos esse problema também pode ser diagnosticado.
COMO IDENTIFICAR
Por ser bem semelhante a uma gravidez normal, pode parecer difícil identificar uma gravidez psicológica, mas, na verdade, um simples exame pode apontar a ausência do feto: o ultrassom, que deve ser realizado em qualquer pré-natal. Por isso, atualmente, são raríssimos os casos de mulheres que desenvolvem essa falsa gestação.
Esse é o principal exame que pode identificar o problema, junto com o Beta HCG, que é o tradicional exame de gravidez. Caso seja comprovado por meio dessas tecnologias que não existe um bebê, a tendência é que a mulher deixe de acreditar nisso, evitando ssim chegar a um quadro de gravidez psicológica mais avançado
Dianosticado o problema, a mulher tende a voltar a entender sua condição e se recuperar desses sintomas. Porém, algumas ainda precisam passar por acompanhamento psiquiátrico.
A FAMÍLIA
O tratamento é composto por remédios e auxílio psiquiátrico e não possui tempo pré-estabelecido. A medicação ajuda a reduzir as angústias e tornar a mulher mais serena para que o profissional possa trabalhar a identidade feminina dela e sua relação com o corpo. Caso a paciente não apresente quadro de depressão, pode contar apenas com ajuda de um especialista.
Mas não é só a suposta grávida que passa por tratamento. A família precisa ser orientada para também aceitar que a suposta gravidez não foi consciente e que a mulher, por estar fragilizada emocionalmente, precisa de atenção. Os maridos/namorados e amigos também precisam dar apoio à companheira neste momento difícil, pois a gravidez psicológica não deixa de ser uma perda, que se assemelha a um aborto espontâneo.
(com informações do portal Terra, sites Mais Saúde e M de Mulher)
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