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Câncer no ovário: um vilão à espreita

Uma doença silenciosa, onde os sintomas só aparecem quando se atinge estágios mais avançados. Assim é o câncer de ovário, o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. E de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é a neoplasia malign

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Uma doença silenciosa, onde os sintomas só aparecem quando se atinge estágios mais avançados. Assim é o câncer de ovário, o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado.

E de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é a neoplasia maligna que apresenta a menor chance de cura: 75% dos cânceres desse tipo estão em estágio avançado no momento do diagnóstico.

“O câncer de ovário é a maior causa de morte entre os cânceres ginecológicos nos Estados Unidos (EUA). Isso não se repete no Brasil porque, especialmente aqui na Região Norte e no Pará, nós temos uma grande incidência de um outro câncer que é tão letal quanto o de ovário, que é de colo de útero”, pondera o médico e pesquisador em oncologia e membro da Sociedade Brasileira de Cancerologia, doutor Luis Eduardo Werneck.

Esta semana o câncer de ovário ganhou repercussão mundial depois que a atriz norte-americana Angelina Jolie foi submetida a uma cirurgia para a retirada dos ovários e trompas.

Foi a segunda cirurgia da atriz: ela já havia retirado as mamas como forma de prevenir o câncer - e um exame de sangue que apontava sua alta probabilidade de contrair um mal que já fez mortes em família falou alto para a decisão.

Entretanto, o médico oncologista Luis Eduardo Werneck afirma que não se poder fazer alarmismo em relação ao teste genético. Ele ressalta que os testes para verificar mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 só se fazem necessários quando a paciente reúne alguns critérios.

“No caso da Angelina Jolie, ela já vinha fazendo consultas médicas há cinco anos e em um determinado momento, ela reuniu os critérios e o médico pediu um teste genético. Ela tem avó, mãe e irmão com câncer de mama, a próxima seria ela. O teste serve para dizer a uma paciente que ela não precisa tirar o ovário, mas que ela terá de fazer um acompanhamento mais rigoroso. Nenhum médico vai recomendar a cirurgia só pelo teste”.

CUIDADOS

Para o oncologista Luis Eduardo Werneck, os fatores de risco ainda são pouco conhecidos. Entretanto, fatores como a obesidade e hereditariedade são tidos como os mais frequentes.

“Está comprovado que o aumento da gordura corporal, alto consumo de gordura, obesidade, estão ligados a um aumento de incidência do câncer de ovário, especialmente, se você já tem histórico na família. A gordura no obeso se transforma, por um mecanismo interno do corpo humano, em hormônio, em estrogênio, que vai alimentar o câncer de ovário”, esclarece o médico.

(Diário do Pará)

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