Quando a pressão arterial ultrapassa 14 por 9 (140 x 90 mmHg), é sinal que o nosso corpo não está bem. Crônica, a hipertensão pode ser controlada com exames periódicos, tratamento medicamentoso e uma vida saudável, evitando, assim, o extremo: infarto, derrame, comprometimento renal ou a morte.
“A hipertensão arterial, conhecida como ‘pressão alta’, é um aumento anormal e persistente da pressão do sangue nos vasos sanguíneos, o que pode prejudicar o coração, os rins e o cérebro”, diz o cardiologista Kleber Ponzi, coordenador do Serviço de Cardiologia e da Emergência Cardiológica do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna.
A enfermidade não distingue classe social nem idade. Estima-se que haja 133.456 hipertensos no Pará, e 60% são mulheres. Há variações nas taxas de incidência em diversos países, regiões e Estados, mas a maioria dos estudos aponta pelo menos 20% de incidência na população adulta em geral. Pelo menos um em cada cinco adultos tem pressão alta.
Na maioria dos casos, a hipertensão primária trata-se de uma doença crônica passível de controle, porém não há cura. “Os pilares do tratamento adequado da pressão alta são o uso regular e contínuo de medicação anti-hipertensiva prescrita pelo médico e hábitos de vida saudáveis”, lembra Ponzi.

Por outro lado, em quase 10% dos casos a hipertensão é dita secundária. “Nessa situação, as causas são bem identificáveis, como um problema hormonal (doença da tireoide, por exemplo), a obesidade mórbida, doença renal, entre outras causas específicas”, ressalta o cardiologista.
A hipertensão também é um mal favorecido por diversos fatores. Eles contribuem para seu aparecimento e perpetuação. “Existe uma predisposição herdada eo próprio envelhecimento natural, além de fatores ambientais, como dietas ricas em sal e a alimentação em excesso de produtos industrializados, além do sedentarismo, do excesso de peso, do uso excessivo de certas medicações como os anti-inflamatórios, e do estresse emocional excessivo”, esclareceu o médico.
As pessoas podem tomar alguns cuidados para evitar os problemas com o mal. Entre eles está a preferência por uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas e o controle do peso. Técnicas de relaxamento e antiestresse também podem auxiliar na prevenção - ou, ao menos, favorecer um maior controle após a doença instalada.
“Além disso tudo, recomendam-se consultas médicas regulares, pelo menos uma vez ao ano, para aferição da pressão arterial, e seguir orientações específicas”, aconselha ainda o cardiologista Kleber Ponzi.
(Diário do Pará)
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