Celebrado nesta sexta-feira, 8 de maio, o Dia Mundial do Câncer de Ovário (WOCD, sigla em inglês) mobiliza em campanhas de conscientização organizações ligadas à saúde em 18 países.
O movimento global foi criado para disseminar informações sobre o mais grave dos cânceres ginecológicos. "É o mais difícil de diagnosticar, pois não há nenhum exame de rastreamento que possa ajudar a prevenir, como acontece com o câncer do colo de útero”, explicou o ginecologista oncológico do Centro de Tratamento Oncológico, Kleber Reis.
A campanha deste ano tem como tema “Uma voz para todas as mulheres” e acontece principalmente pelas mídias sociais, com o envio de uma carta de compromisso solicitando a todas as mulheres o envio de mensagem de conscientização a cinco pessoas amigas. A meta é aumentar o conhecimento sobre essa doença e conectar internacionalmente pessoas com recursos disponíveis para educar outras pessoas.
NÚMEROS
A doença causa 140 mil óbitos por ano. Ao contrário de alguns tipos de câncer, países desenvolvidos e subdesenvolvidos têm os mesmos índices deste tipo de câncer. Estatísticas apontam que apenas 45% das mulheres com a doença têm probabilidades de sobreviver por cinco anos, em comparação com 89% das mulheres com câncer de mama. No mundo, são quase 250 mil mulheres diagnosticadas anualmente.
Somente no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) contabiliza 5680 casos estimados em 2014, sendo que ¾ dos cânceres deste órgão apresentam-se em estágio avançado. A estimativa deve ser mantida em 2015.
Na região Norte, a incidência é alta, sendo o oitavo mais frequente. Dos 220 casos esperados em toda a região, 90 serão no Pará. “Em nosso estado, a incidência é maior em pacientes a partir dos 50 anos de idade, no período pós-menopausa”, ressalta o Dr. “Estamos falando de uma doença silenciosa e muito grave. Não existem testes para detecção precoce do câncer de ovário, nem a cultura de fazer exames por imagem de rotina para o diagnóstico dos tumores”, diz o médico que recomenda a realização do ultrassom transvaginal ou ressonância magnética pelo menos uma vez por ano.
Uma informação equivocada muito comum entre a população a respeito do câncer de ovário é a de que o exame de Papanicolaou (usado para a detecção do câncer de colo-de-útero) serve para a prevenção deste tipo de câncer. Mas isso não é verdade, esse tipo de exame detecta apenas as alterações pré-cancerosas nas células do colo do útero.
Assintomático - Muitas vezes, os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com outros problemas menos graves, como as doenças gastrointestinais. Como sintomas de alerta é possível citar o aumento do volume abdominal, com inchaço contínuo; dificuldade de comer, com sensação de estômago cheio; dores abdominais ou pélvicas; e necessidade urgente e frequente de urinar.
Formas de prevenção - Embora o câncer de ovário seja difícil de ser prevenido, existem comportamentos que podem diminuir os riscos de ter a doença. O uso da pílula anticoncepcional por, no mínimo, 5 anos, pode reduzir o risco de câncer de ovário, assim como ter gestações e amamentar.Conhecer o histórico familiar de câncer de mama ou de ovário é importante, pois 14% dos casos deste tipo de câncer estão ligados ao fator genético. Uma mulher diagnosticada com câncer de ovário também deve procurar aconselhamento genético.
(com informações da assessoria)
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