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Vacina previne o câncer de colo de útero

Comemora-se nesta terça-feira (09.06) o Dia Nacional da Imunização. A data, criada em 1988 pelo Ministério da Saúde, ainda não é muito lembrada, mas tem grande importância. Os feitos alcançados pelas imunizações representam grandes avanços em saúde públic

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Comemora-se nesta terça-feira (09.06) o Dia Nacional da Imunização. A data, criada em 1988 pelo Ministério da Saúde, ainda não é muito lembrada, mas tem grande importância. Os feitos alcançados pelas imunizações representam grandes avanços em saúde pública.

Foi através das campanhas de vacinação que se alcançou a erradicação da varíola, a eliminação da poliomielite em quase todo o mundo, o controle do sarampo e da rubéola, além da grande queda da mortalidade infantil em diversos países. A expectativa agora é livrar as próximas gerações de mulheres do câncer de colo de útero com a vacinação contra o HPV, principal causador da doença.

A estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer) indica 15.590 casos novos da doença no Brasil em 2014. Proporcionalmente, a região Norte tem a maior incidência, com cerca de 23 casos para 100 mil habitantes. Em 2014 foram estimados 1.890 casos na região. 830 casos no Pará e 260 na capital, Belém.

Um dado, em especial, é alarmante e cruel no Pará: o câncer de colo de útero, que tem medidas preventivas simples e baratas, mata mais do que o câncer de mama. É em cima disso que a oncologista clínica Paula Sampaio faz o alerta: “O Pará é o campeão na região Norte em casos de câncer de colo de útero. Enquanto nos estados do sul e sudeste os números vêm diminuindo, na Amazônia, as estatísticas da doença ainda crescem.”, diz a médica.

Apesar da campanha do Ministério da Saúde, a vacinação contra o HPV não alcançou a cobertura esperada. No ano passado, a primeira dose com a vacinação de meninas de 11 a 13 anos foi um sucesso. Teve 100% de cobertura, segundo o Ministério da Saúde. Mas este ano, com a inclusão de meninas de 9 aos 11 anos, a cobertura tem sido muito baixa. Apenas 35% na primeira dose e 4% na segunda dose. A campanha é permanente e a vacina continua disponível nos postos de saúde.

Os profissionais de saúde precisam ficar atentos para orientar as pacientes sobre a prevenção. O ginecologista oncológico Celso Fukuda, do Centro de Tratamento Oncológico (CTO), explica que a prevenção primária ocorre com a vacina contra o HPV e o uso de preservativos. A prevenção secundária é com a realização do exame preventivo Papanicolau, que identifica as lesões precursoras que podem evoluir para o câncer. “É fundamental que as mulheres tenham esse cuidado porque, diferentemente de outros tipos, o câncer de colo de útero é uma doença evolutiva e a prevenção é a melhor maneira de prevenir”.

A recomendação do INCA é de que mulheres a partir dos 20 anos, com vida sexual ativa, devem fazer os dois primeiros exames preventivos com intervalo de um ano e, a partir do terceiro exame, o intervalo passa a ser de três anos.

Mas no Pará, em função da alta incidência, os especialistas recomendam que exame preventivo seja feito com o intervalo anual.Causas do câncer de colo de útero- A principal causa do câncer de colo de útero é o HPV, responsável por 98% dos casos. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, transmitidos pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual.

Também pode ser transmitido de mãe para filho no momento do parto. Alguns outros fatores aumentam o risco de desenvolvimento da doença, como tabagismo, início precoce da atividade sexual, número elevado de parceiros sexuais e imunossupressão (baixa eficiência do sistema imunológico). A imunização contra o HPV é a principal ferramenta disponível para prevenção.

Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são: Sangramento vaginal, especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa e corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro. Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, massa palpável no colo de útero; hemorragias; obstrução das vias urinárias e intestinos; dores lombares e abdominais; perda de apetite e de peso.

(com informações da assessoria do CTO)

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