Para algumas mulheres, o período que antecede o início da menstruação pode ser encarado como um verdadeiro martírio. Sim, estamos falando de Tensão Pré-Menstrual - ou TPM - que é caracterizada pelos especialistas como um conjunto de sintomas físicos e emocionais que pode acometê-las em todas as idades na segunda fase do ciclo menstrual.
Os sinais mais comuns apresentados por quem sofre do mal são alterações de humor, ansiedade, quadros depressivos, baixa autoestima, insônia, irritabilidade, além dos sintomas físicos como a dor nas mamas, cefaleia, inchaço no abdômen e nas pernas – devido à retenção de líquidos – e podem surgir ainda sintomas gastrointestinais em pacientes que já possuem alguma alteração.

“A Tensão Pré-Menstrual não tem uma causa definida. Sabe-se apenas que tem a ver com a ovulação, o ciclo ovariano, e não com o útero propriamente dito ‘menstruando’. Embora se chame Tensão Pré-Menstrual, a mulher que sofreu uma histerectomia (retirou o útero), ela não menstrua, mas tendo os ovários funcionando normalmente, ovulando, fazendo as fases do ciclo menstrual, ela pode apresentar os sintomas tal qual se estivesse menstruando regularmente”, explica a ginecologista e obstetra, Neila Dahas.
Os sintomas da TPM podem aparecer ainda na fase da adolescência. Porém, a especialista Neila Dahas alerta para o risco de a síndrome ser confundida com algumas patologias de fundo emocional, como, por exemplo, a depressão. Por isso, para fechar o diagnóstico, se faz necessário procurar um especialista que avaliará cada caso.

“Se esse fato se repete nessa segunda fase do ciclo, isso pode caracterizar a tal síndrome pré-menstrual. Ela pode se dar desde o 14º dia até o dia da próxima menstruação. É importante que se perceba essa proximidade da primeira fase do ciclo para a segunda. Não só os sintomas físicos, o que mais caracteriza para a mulher e para a família são os sintomas emocionais”, garante a médica.
(Diário do Pará)
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