Apesar dos sintomas bastante semelhantes, a artrite e a artrose são problemas distintos que merecem nossa atenção. A principal diferença é que a artrite é um processo inflamatório das articulações. Já a artrose é uma doença que gera um processo degenerativo da articulação que não tem cura, mas pode ser controlada se tratada adequadamente.
A artrite afeta pessoas em todas as idades. Entre as principais causas estão as doenças autoimunes, como a artrite reumatoide, além de outras que podem causar danos às articulações. Outros fatores que favorecem são o excesso de peso e sobrecargas funcionais de trabalho e de atividades físicas.
O processo inflamatório pode evoluir para quadros mais sérios, como dores crônicas nas articulações ou até levar a uma artrose. “O tratamento e a cura da artrite dependem da causa”, explica o ortopedista, especialista em cirurgia do pé e tornozelo Everton Barbosa, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – regional Pará (SBOT-PA).
Mais comum em pacientes idosos, a artrose também pode ser observada em pessoas mais jovens, principalmente, por sequelas de fraturas ou atividades físicas que gerem uma sobrecarga intensa sobre à articulação, causando um desgaste articular
precoce.
“O desgaste da articulação pode gerar a diminuição ou perda da cartilagem e até mesmo alteração no osso que fica abaixo dessa cartilagem. O paciente pode ter dor, processo inflamatório e dificuldades para se locomover”, alerta o ortopedista.
CUIDADOS
A artrose não tem regressão, mas pode ser controlada. E, quando há deformidade na articulação ou alteração no osso, é indicado um procedimento cirúrgico para a substituição articular por próteses.
O mal é mais comum em pessoas idosas, principalmente em mulheres. O histórico familiar também influencia no aparecimento da doença.
“O tratamento vai desde as medidas preventivas ao uso de medicações anti-inflamatórias comuns e hormonais, fisioterapia para alívio das dores e equilíbrio da musculatura. Hoje, há medicações lançadas a partir do colágeno para retardar o consumo da articulação. Também há a adequação das atividades feitas pelo paciente”, pondera o ortopedista Everton Barbosa.
(Diário do Pará)
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