Sol, praia e piscina: eis uma combinação perfeita para quem está disposto a aproveitar o verão. Nessa época do ano, contudo, hábitos errados e a falta de cuidados podem trazer sérias consequências para a saúde - e especialmente para a dos olhos. Um dos males mais frequentes quando uma pessoa mantém contato por muitas horas com a areia da praia, com o sol e a água do mar é o desconforto chamado de “corpo estranho”, ou o cisco. E sabe aquela sensação de ter entrado “areia” nos olhos? Na realidade, pode também estar sendo provocada pelo ressecamento resultante da exposição ao vento e ao calor.
Dentre os sintomas mais frequentes do ressecamento, estão o prurido ocular, o lacrimejamento, a vermelhidão e a irritação. A médica Thaís Lisboa, residente em oftalmologia no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, orienta o paciente a recorrer a um colírio que funcionará como um lubrificante dos olhos. “Isso ocorre muito com crianças que mergulham de olhos abertos. Se for mergulhar, use sempre os óculos aquáticos”, orienta.
PROTEJA-SE
Se você pratica vários esportes aquáticos, como o surf, é amante do voleibol - ou mesmo tem costume de se expor ao sol por longos períodos sem fazer nada -, a médica ressalta: é indispensável a utilização de óculos de sol com proteção UVA e UVB. Quem mantém hábitos e atividades como esses sem se proteger dos raios ultravioleta corre o risco de sofrer alterações na retina. Também fica mais sujeito a desenvolver precocemente problemas como a catarata e o pterígio – a conhecida “carne crescida”.
Quem usa lentes de contato também deve tomar bastante cuidado, principalmente durante e após o banho de mar e piscina. De acordo com a especialista, microrganismos presentes na água podem contaminar as lentes. A consequência são complicações que vão desde infecções até casos mais graves, como úlcera ocular ou de córnea.“A utilização da lente não é contraindicada, mas requer certos cuidados. A pessoa deve lavar a lente adequadamente ao chegar em casa e tem a opção de utilizar óculos aquáticos durante o banho de piscina. A úlcera de córnea pode levar à opacidade e até a obrigatoriedade de transplante”, alerta a oftalmologista.
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(Diário do Pará)
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