Com a proximidade do Dia dos Pais e as responsabilidades e a troca desta relação, é fundamental o debate sobre o papel dessa figura no desenvolvimento da educação financeira dos filhos, principalmente diante do cenário atual instável do país.
Com um cenário de consumismo desenfreado, população endividada ou frustrada por não conseguir realizar seus sonhos, ensinar crianças e jovens a como lidar com dinheiro e controlar os anseios tornou-se um dos principais desafios dos pais. Vale destacar que as famílias têm papel fundamental no significado que os filhos atribuem ao dinheiro e na forma como irão administrar seus recursos financeiros ao longo de toda a vida.
Muitos pais que não receberam a devida orientação encontram dificuldade em transmitir esse conhecimento, poré, cada vez mais, as escolas vem adotando programa de educação financeira para alunos desde o Ensino Infantil ao Médio - o que acaba sendo um aliado e tanto nesta missão.
A partir dos sete anos, esse processo pode ser estimulado por meio de semanada ou mesada, já que as crianças desde cedo passam a estabelecer desejos de consumo - então é importante que elas comecem a perceber que o dinheiro tem uma importância na vida dos pais - e em paralelo, elas. Com este entendimento, que ocorre normalmente por volta dos três anos, já deve ter início a educação financeira.
Faz parte da rotina da maioria das crianças observar os adultos entregarem dinheiro, cartões e cheques, em vários locais, em troca de mercadorias. Ou seja, observam que troca-se dinheiro por coisas que se quer ter. Ao mesmo tempo, crianças e jovens estão expostos às mensagens publicitárias que estimulam o desejo de ter, e estas duas forças importantes que movimentam a sociedade precisam ser bem compreendidas.
CONSUMISMO
O antídoto para os possíveis efeitos nocivos do estímulo ao consumo é envolver eles nas decisões familiares sobre os gastos, colocando os sonhos em primeiro lugar. É preciso mostrar que é preciso ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com sabedoria.
Assim, mostre às crianças e jovens que acordos não significam negação e sim negociação. Eles perceberão que é possível ter, porém nem sempre no momento em que se quer. Essa prática também ajuda a aliviar o sentimento de culpa de muitos pais porque, nesse exercício, eles também aprendem a se reeducar financeiramente e deixam de ver o dinheiro – ou o poder de comprar – como uma válvula de escape para suprir lacunas em outros aspectos da vida.
FALTA DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA
Uma criança que não é educada financeiramente trará grandes problemas de descontrole para os pais, por querer tudo que vê e fazer “birra”. Hoje, a criança é elevada ao status de consumidora sem estar preparada devido a exposição de ações publicitárias - que se utilizam de propagandas tão apelativas que causam desejos imediatos nas crianças de querer o produto.
Uma situação que indica uma criança excessivamente consumista é quando ela gasta todo o dinheiro ganho com mesada e logo pede mais dinheiro para ao pais. Não existe porém, um índice que mostre qual o grau do problema, então os pais devem ter em mente que eles são o exemplo!
Os pais são referências para os filhos, então se a criança vê os pais comprando sem parar, vão tender a seguir esse exemplo e acabar agindo da mesma maneira ou até pior. Então é fundamental ter muito cuidado com o exemplo que os familiares passam e, desde cedo, demonstrar que a felicidade não está associada ao consumismo desenfreado, e sim na realização de objetivos.
No caso do exemplo externo, a família também terá um papel de grande relevância, que é o de estabelecer os limites para esta atitude. Os pais podem reforçar ou não a atitude consumista da criança e, se o comportamento não mudar, nesse primeiro momento, é muito provável que ela se torne um adulto sem limite nos seus gastos.
(com informações do portal UOL)
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