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Enxaqueca é mal que pode ser combatido

Ela é um mal que atinge 11% da população do planeta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a enxaqueca (mais conhecida como cefaleia, ou a popular dor de cabeça) a quarta doença crônica mais incapacitante do globo, e um problema que atinge a roti

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Ela é um mal que atinge 11% da população do planeta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a enxaqueca (mais conhecida como cefaleia, ou a popular dor de cabeça) a quarta doença crônica mais incapacitante do globo, e um problema que atinge a rotina de 1,8 milhão de brasileiros semanalmente.
Na enxaqueca, o quadro de crise é de dor de cabeça intensa - geralmente acompanhado de náuseas, vômitos, irritabilidade, hipersensibilidade à luz e a ruídos, além de tontura. E ele pode persistir de duas a até 72 horas seguidas. Nos casos crônicos, pode afetar a rotina por mais de 15 dias ao mês e se prolongar em crises de até três meses de duração.

O mal hoje é predominante entre o sexo feminino, esclarece o diretor clínico do Hospital Beneficente Portuguesa, o neurologista e neurocirurgião Antônio Cesar Neves: em média, acomete de 20% a 25% das mulheres e cerca de 10% dos homens no mundo todo. A incidência de crises costuma ser mais frequente entre os com 25 a 45 anos, durante a fase mais produtiva da vida adulta.

As causas da enxaqueca ainda não são totalmente conhecidas, mas já se sabe que dormir pouco, jejum prolongado, estresse e esforço físico são fatores que ajudam a desencadear as crises. Além disso, alterações hormonais durante o período menstrual também favorecem a enxaqueca. E existe ainda a “enxaqueca alimentar”, associada ao consumo de bebidas como cerveja, vinho, café, chás, chocolate, queijos amarelos, frutas ácidas, frituras e até adoçantes que contenham aspartame. O uso indiscriminado de analgésicos é outro fator que favorece as crises.

ATENÇÃO

O principal sintoma da crise é a dor. Em geral, afeta as têmporas ou um dos lados da cabeça - só 10% dos pacientes apresentam dor em ambos. A frequência varia com os hábitos e especificidades de cada pessoa. Assim, a atenção a rotinas ajuda o seu controle.

O diagnóstico é basicamente clínico e o tratamento é feito com medicamentos para minimizar os sintomas. Mas atenção: doenças como tumores e aneurismas podem ocasionar dores de cabeça similares à enxaqueca. “Quem sofre dores de cabeça não pode ficar ‘achando’ que é enxaqueca. Tem que procurar um neurologista para esclarecer”, alerta Antônio Cesar Neves.

No Brasil, só 56% dos pacientes com enxaqueca procuram atendimento médico. Desses, apenas 16% se consultam com especialistas em cefaleias. Estima-se que a enxaqueca represente 45% dos quadros de dores de cabeça.

(Diário do Pará)

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