Ao contrário do que muita gente imagina, beijar não é universal. E vários especialistas, como o antropólogo Vaughn Bryant, passaram a estudar o ato com o pensamento que o mesmo poderia realmente ser um comportamento aprendido.
Os cientistas não sabem ao certo porque os humanos se beijam, mas alguns especialistas acreditam que a resposta está nas experiências precoces de alimentação. Receber alimentos pré-mastigados da boca de um dos pais pode fazer a criança associar a pressão dos lábios com um ato de amor.
Uma outra possibilidade que talvez tenha dado origem ao ato, é cheirar a bochecha de um ente querido. O ato há muito tempo tem servido como um meio de reconhecimento em culturas ao redor do mundo, como na Nova Zelândia e Alasca.
NA ANTIGUIDADE
A evidência mais antiga literária para beijar vem do norte da Índia em textos em Sânscrito Védico, escritos 1.000 a 2.000 anos atrás. Uma parte do Brahmana menciona Satapatha como amantes da configuração boca a boca. O militarismo romano introduziu o beijo em muitas culturas depois de suas conquistas, como uma espécie de comemoração. O hábito foi copiado em vários países da Europa.
NA NATUREZA
Os lábios humanos são diferentes dos de todos os outros animais, porque eles são revirados, porém, não somos as únicas espécies que praticam comportamentos semelhantes ao beijo. Alguns macacos pressionam seus lábios para expressar emoção, afeto ou reconciliação.
- Estar perto o suficiente para beijar ajuda a avaliar a compatibilidade de nossos narizes. Em um importante estudo, o biólogo evolucionista Claus Wedekind, da Universidade de Lausanne, Suíça, informou que as mulheres preferem os aromas de homens cuja imunidade e codificação genética é diferente das suas. A mistura dos genes poderia produzir descendentes com um sistema imunológico melhor.
BIOLOGIA DO BEIJO
O amor é uma droga? Dopamina, um neurotransmissor associado a sentimentos de desejo e recompensa, usados em respostas a novas experiências, explica por que dar um beijo em outra pessoa o faz se sentir tão especial.
Meso sabendo que beijar pode transmitir doenças, já que 1 ml de saliva contém cerca de 100.000.000 de bactérias, na hora de beijar, nem as bactérias são capazes de controlar a vontade e muito menos os beijos.
Em algumas pessoas, um choque de dopamina pode causar uma perda de apetite e uma incapacidade de dormir, sintomas comumente associados com o amor. A dopamina é produzida na área tegmental ventral do cérebro, a mesma região afetada por drogas aditivas como a cocaína.
Um beijo apaixonado tem o mesmo efeito que a Beladona (planta com efeitos farmacêuticos) no processo de dilatação da pupila. Beijar de mãos dadas reduz os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, diminuindo assim a pressão arterial e aperfeiçoa a resposta imune.
A troca de saliva pode fornecer uma vantagem reprodutiva para homens. Durante um beijo de boca aberta, o homem passa um pouco de testosterona para sua parceira. Durante semanas e meses, o ato de repetir o beijo poderia aumentar a libido de uma mulher, tornando-a mais receptiva às relações íntimas.
O psicólogo evolutivo, Gordon Gallup, da Universidade Estadual de Nova York, descobriu que, quando você decide beijar alguém, as mulheres prestam muito mais atenção do que os homens na respiração e nos dentes do parceiro - por outro lado, um outro estudo apontou que os homens são muito mais propensos a preferir beijos de língua que as mulheres.
(com informações do portal R7)
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