Em São Paulo, quem provou quis mais. Por isso, Artur deve voltar a cidade para mostrar mais aplicações de ingredientes amazônicos em sanduíches e hambúrgueres. Além dele, outros chefs daqui também devem chegar por lá para mostrar seus pratos. “A empreitada deu tão certo que a Marina vai fazer outras edições com outros chefs, promovendo ainda mais a gastronomia da nossa região”, afirma.
As pessoas querem experimentar o máximo do menu em uma única oportunidade. Na próxima, certamente faremos uma temporada maior e com outro menu inédito”, diz Artur, que levou, além do Jamburguer, o Patoburguer, feito de carne de pato com pesto da Amazônia, com ingredientes como azeite, castanha, jambu, chicória e queijo parmesão. Outro sanduíche apresentado foi o Madame Sataan, que é um rosbife de filé com pão de açaí e chutney de cupuaçu.
Para sobremesa, brownie de açaí com sorvete de tapioca e calda de açaí. Sem contar o drink de sorvete de creme com cachaça de jambu ou a cerveja stout da Amazon Beer. Marina aposta nos chefs amazônicos. “As pessoas são curiosas. Fornecemos para restaurantes, mas o consumidor final vem até nós com vontade de lidar com o alimento, sentir o cheiro, testá-lo, cozinhar ele próprio”, declara. Ela acredita, ainda, que a crescente alta do dólar foi um dos motivos para o aumento da valorização do produto nacional, mesmo entre os restaurantes de alta gastronomia. Ponto para a gente.
Os chefs começaram a pesquisar ingredientes novos, dentro do Brasil. Claro que o Pará não poderia ficar de fora, pois temos uma riqueza imensurável. “É importante eles saberem que 70% dos nossos ingredientes só são encontrados no bioma da Amazônia. O açaí abriu as portas nos anos 90. Agora estão descobrindo que a Amazônia tem muito mais em variedade a oferecer”, orgulha-se o chef.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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