É difícil passar pela rua Diogo Moia, no bairro do Umarizal, em Belém, e não olhar para o prédio de número 1069. No local, funciona um restaurante bastante movimentado, fruto da visão empreendedora de um ex-vendedor de cachorro-quente, que atende pelo nome de Osmar Delazeri. Gaúcho de Encantado, ele chegou ao Pará meio que por acaso, em 1998, depois de enfrentar dificuldades com o Plano Collor, em sua terra natal, o que o fez buscar novos rumos. “Vim com a intenção inicial de ir para Manaus. Mas acabou que parei aqui e fiquei 6 anos trabalhando num carrinho de cachorro-quente”, lembra ele, proprietário da famosa Churrascaria do Osmar.
Da venda de sanduíches, o empreendedor deu um salto surpreendente e hoje está em contagem regressiva para inaugurar a terceira unidade do seu restaurante, no bairro da Marambaia, no próximo mês. A primeira churrascaria foi inaugurada em 2006, quase em frente ao ponto da venda de lanches onde tudo começou, na Av. João Paulo II, no Marco. Naquela época, ele tinha apenas um funcionário, que atuava como ajudante na fabricação dos sanduíches.
Hoje, o gaúcho tem cerca de 100 empregados e se prepara para gerar outros 50 empregos diretos, com a nova filial. Não é raro algum cliente, após conhecer a trajetória de Osmar, perguntar ao empresário o segredo do seu sucesso. Afinal, como um vendedor de cachorro-quente conseguiu se tornar dono de uma rede de churrascarias? Osmar é direto na resposta. “Trabalho. Muito trabalho. E muita coragem também. A coragem está em primeiro lugar”, ele diz. “Eu comecei a primeira churrascaria com apenas 6 mesas e uma churrasqueira de latão”. É claro que a qualidade da carne e o tempero gaúcho também ajudaram o negócio a dar certo e, consequentemente, a crescer na cidade.
BRAVURA
Em 2012 - apenas 6 anos após a inauguração da primeira casa -, com a matriz já consolidada, Osmar teve mais um ato de bravura: abriu a segunda unidade. O investimento inicial, de R$ 700 mil, foi conseguido com linhas de financiamento e os lucros do primeiro restaurante. E agora, 3 anos depois, ele parece desafiar a crise econômica que assola o País e já prepara a inauguração da terceira Churrascaria do Osmar, também com um investimento inicial de R$ 700 mil. “É mais um desafio. Muita gente diz que a crise está braba. Mas você não pode ficar pensando nisso. É na crise que se precisa trabalhar mais, procurar descontos com fornecedores”, analisa. “A crise existe, sim. Eu sinto isso na pele. Mas vamos passar por ela! Tem um ditado que diz: ‘Quem olha o vento não semeia’”.Hoje, o empresário calcula que passem pelos dois restaurantes 24 mil clientes por mês.
Gente como o servidor público Paulo Moraes, que dá pistas da boa aceitação das casas. “Não tenho do que me queixar do atendimento”, declara. O elogio massageia o ego também do maitre Flaviano Waldeck, funcionário de Osmar há 2 anos e meio. “Comecei como garçom, estou aprendendo todos os dias. Se você se dedicar, você cresce”, ensina, estimulado pela história do patrão. E ai de quem ousar falar mal dos paraenses na frente de Osmar. “Não troco o Pará por nada. Minha família está toda aqui: duas filhas, minha esposa”, afirma. “Só vou ao Rio Grande do Sul a passeio. Já me considero um paraense”, orgulha-se.
SERVIÇO
CHURRASCARIA DO OSMAR
Rua Diogo Móia, entre 14 de março, e Alcindo Cacela - Umarizal
Telefones: 3223 6547/ 32236539
(Luiz Octávio Lucas/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar