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Chapinha e rabo de cavalo causam queda de cabelo

Conviver com a queda de cabelo não é algo fácil e essa perda total ou parcial dos fios tem nome: alopecia androgênica, mais conhecida como a temida calvície. Hormônios masculinos em excesso, predisposição genética e falta de nutrientes na alimentação pode

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Conviver com a queda de cabelo não é algo fácil e essa perda total ou parcial dos fios tem nome: alopecia androgênica, mais conhecida como a temida calvície. Hormônios masculinos em excesso, predisposição genética e falta de nutrientes na alimentação podem favorecer o surgimento do problema.

"A principal queixa nas mulheres é o afinamento e diminuição do volume dos cabelos, muitas vezes percebidos com a diminuição progressiva da espessura do rabo de cavalo. Nos homens, ocorre o surgimento das famosas entradas. A melhor forma de prevenção a ambos é o diagnóstico e tratamentos precoces", explica o dermatologista Erick Omar, especialista em Tricologia, área que estuda as doenças relacionadas aos cabelos ou ao couro cabeludo.

A calvície surge por causa da ação de uma enzima (chamada "5-alfa-redutase") que atua sobre o hormônio masculino "testosterona". Mulheres também têm esse hormônio, mas em menor quantidade se comparado aos homens. E essa ação [da enzima sobre o hormônio] resulta na produção do DHT (dihidrotestosterona).

O DHT é uma forma mais densa da testosterona e um perigo para a saúde capilar porque age sobre os folículos pilosos [estrutura que dará origem ao fio de cabelo] do couro cabeludo. Isso causa um desequilíbrio hormonal e provoca o afinamento e miniaturização dos fios, favorecendo a queda de cabelo.

Erick Omar ressalta, no entanto, que a queda de cabelo nem sempre é sinônimo de alguma doença do couro cabeludo. Isso porque o pelo cumpre um ciclo que consiste no crescimento dos fios até a queda deles. Após essa queda "esperada" do fio de cabelo, outro nasce no lugar com as mesmas características (espessura, tamanho final e consistência).

"Portanto, a queda de cabelo é um processo natural dos pelos. E o que diferencia essa 'perda normal' de cabelo da 'calvície' em si é quando há uma reposição inadequada dos fios, ocasionando a diminuição no volume dos cabelos", desmistifica Erick. Apesar disso, o dermatologista explica que devemos nos preocupar também quando há aumento na queda, diminuição no volume dos cabelos, afinamento dos fios, assim como a presença de cabelos fracos e quebradiços. É importante ficar alerta ainda quando há inflamações do couro cabeludo e áreas sem cabelos.

A especialista em tratamento capilar, prevenção e calvície, Sônia Mesquita, reforça que a idade em que a calvície inicia é algo imprevisível devido a quantidade de fatores envolvidos. "O que podemos afirmar é que as pessoas estão desenvolvendo a alopecia em idades mais jovens", aponta Sônia. A médica orienta que lavar bem o couro cabeludo e evitar ganho de peso ajudam a prevenir a queda de cabelo.

"Além das várias doenças do couro cabeludo, podemos citar perdas de cabelo por deficiência grave de vitaminas, depois de um evento traumático ou emocional, ou após a quimioterapia, por exemplo, entre vários outros motivos", explica Sônia Mesquita, especialista em tratamento capilar, prevenção e calvície.

Além dos fatores citados, alterações ou carência de nutrientes, regimes ou dietas prolongadas e restritivas, bem como alterações emocionais (como ansiedade e depressão), hormonais (como algumas doenças da tireoide), inflamatórias (como a famosa "caspa") e ainda as outras inflamações do couro cabeludo e dos cabelos podem contribuir para a queda de cabelo.

A exposição ao sol, poluição, o desgaste natural das lavagens e secagens dos cabelos, chapinhas e alguns alisamentos e agressões químicas - como tinturas e alisamentos - também contribuem para a perda de fios capilares.

De acordo com a tricologista Sônia Mesquista, existe no cabelo um ciclo de crescimento em que ele nasce, acumula queratina [um tipo de proteína] e cresce. Por último, ele perde queratina, afina e cai.
Segundo Erick Omar, o número varia de pessoa para pessoa, mas essa perda, geralmente, é de 50 a 150 fios capilares por dia.

A tricologista Sônia Mesquita explica que é possível realizar um teste para avaliar a saúde do cabelo. "Para testarmos se os fios estão com uma queda acima do normal fazemos uma tração em uma mecha de cabelos. Se mais de cinco fios caírem em uma puxada podemos dizer que há uma queda anormal", recomenda Sônia.

"Além do ganho de peso, devemos evitar o consumo de alimentos gordurosos. O ideal é ingerir alimentos com agentes antioxidantes [conjunto formado por vitaminas, minerais e demais compostos] com vitaminas E, A ou C, entre outros nutrientes importantes para a manutenção de pelos e unhas", explica Sônia.

"O uso de equipamentos térmicos favorece a destruição dos fios capilares e, às vezes, até a quebra, mas não a calvície. É importante salientar que, com o afinamento dos fios que ocorre na calvície, os cabelos ficam mais frágeis e sensíveis a essas agressões externas, o que facilita a quebra e destruição capilar", ressalta Erick.

Segundo Sônia Mesquista, especialista em tratamento capilar, o uso de bonés pode levar a um ambiente perfeito para a infestação de fungos e aumento de detritos no couro cabeludo, piorando o quadro de quem iniciou uma calvície.

As informações são do site Tempo de Mulher.

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