É através da audição que o indivíduo estabelece contatos entre o mundo físico e sensorial. Por isso, a saúde do aparelho auditivo requer um cuidado constante. Zumbidos no ouvido em forma estridente, ou similares a um apito, mesmo que esporádicos, devem ser observados por um especialista.
Essas alterações, mesmo que parciais, são capazes de constituir desequilíbrios importantes para o organismo, alerta o otorrinolaringologista Alberto Rettelbusch de Bastos. Sem a saúde plena do aparelho auditivo, uma série de limitações pode ser imposta a qualquer um - o que se reflete nas relações pessoais, familiares, sociais e profissionais.
Dividido entre ouvido externo, médio e interno, o aparelho auditivo pode apresentar patologias específicas, causadas por fatores ligados a características condutivas, nervosas e mistas da audição.
MALES
Entre os grandes vilões dos ouvidos estão as otites infecciosas, de origem bacteriana. Elas ocorrem no ouvido externo, quando há muita exposição a piscinas, praias ou à umidade. A cera de ouvido (cerume), em grande quantidade, também pode provocar essas infecções. E há ainda os problemas causados pelo uso demasiado de fones de ouvido - que afetam tanto o ouvido interno quanto o médio.
Nesses casos, os danos ocasionados podem ser irreversíveis, alerta o especialista Alberto Bastos, que já atua há mais de três décadas na área. “O ruído acima de 85 decibéis provoca um trauma muito grande no ouvido médio e no ouvido interno, principalmente quando o fone é introduzido diretamente no canal auditivo. A exposição a esses ruídos por longos períodos é o que provoca a perda gradual da audição”, alerta.
Os cotonetes, por sua vez, também são outro perigo para infecções auditivas. Bastos explica: o uso pode elevar as chances de entupimento do canal auditivo - e por isso, o objeto deve ser evitado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde estima-se que hoje 10% da população do planeta sofra de deficiência auditiva. Só no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, são 15 milhões os brasileiros convivendo com o problema. Desses, 350 mil têm deficiência auditiva severa em crescimento constante.
(Wal Sarges/ Diário do Pará)
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