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Linfoma: saiba mais sobre prevenção e diagnóstico

Nesta terça-feira (15) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, promovido pela organização internacional Lymphoma Coalition (Linfoma Coalizão) em mais de 20 países, simultaneamente. A data é importante para informar sobre a importânci

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Nesta terça-feira (15) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, promovido pela organização internacional Lymphoma Coalition (Linfoma Coalizão) em mais de 20 países, simultaneamente.

A data é importante para informar sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento de uma doença em que mais de 12 mil pessoas são diagnosticadas por ano, no Brasil.

Por se tratar de um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, presente em quase todos os órgãos do corpo humano, as pessoas devem ficar atentas a qualquer tipo de alteração corporal. A doença pode se manifestar em diferentes áreas, sem caracterizar metástase.

Ao contrário do câncer de mama, em que o nódulo no seio só pode ser percebido pelo toque em estágios mais avançados, uma íngua ou inchaço em um glânglio pode ser o primeiro sinal do linfoma, ainda no início.

O autoexame deve ser feito principalmente nas áreas do pescoço, axilas e virilha, onde as ínguas são mais comuns. O representante comercial Carlos Augusto Abadessa sofria com dores de estômago. “Não conseguia me alimentar, tinha uma sensação de empachamento e perdi muito peso em pouco tempo”, lembra. Ele procurou um gastroenterologista e logo no primeiro exame de endoscopia descobriu um linfoma de Hodgkin avançado. “Foi um diagnóstico impactante, não sabia como dar a notícia para a minha família”, conta Carlos Augusto. De 76 quilos, ele passou para 41 quilos, até a cirurgia. “Fiquei com apenas 10% do estômago, além de passar por quimioterapia e radioterapia. Foram dois anos de luta, mas consegui vencer a doença”, comemora. “Mas aprendi que é preciso ficar atento à saúde. O risco existe a todo momento e esse tipo de câncer pode estar escondido”, alerta Carlos Augusto. Para a médica, é importante não desvalorizar os sinais que o corpo nos dá e procurar um médico quando perceber qualquer alteração, para ter um diagnóstico precoce. “Quanto antes se detectar o linfoma, maiores são as chances de remissão completa. Hoje, se recém- diagnosticado, o paciente com linfoma tem até 80% de chances de cura", destaca a hematologista oncológica Samantha Rodrigues.

O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos, chamados de anticorpos monoclonais. O transplante de medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem a esses tratamentos.

Sobre o linfoma - O linfoma é o câncer do sistema linfático e origina-se com a alteração de um tipo de glóbulo branco, chamado linfócito (parte da defesa natural do corpo contra infecções). O linfoma se divide em linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin.

Segundo dados do Instituto de Câncer (INCA), em 2014 foram 2.180 casos de Linfoma de Hodgkin e 9.790 pessoas diagnosticadas com linfoma de não-Hodgkin em todo o Brasil. No Pará, a estatística oficial registra 50 casos de Linfoma de Hodgkin e 130 de Linfona não-Hodgkin em 2014. O linfoma de Hodgkin atinge com maior frequência pessoas de 25 a 30 anos de idade, enquanto o linfoma não-Hodgkin é mais comum na infância. Os principais sintomas são inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua), além de febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

(DOL, com informações do Centro de Tratamento Oncológico -CTO)

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