O dia 28 de setembro é o Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto. A data foi escolhida, desde 1990, pelas mulheres presentes no 5º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe.
O tema, sempre polêmico, merece uma atenção especial do Brasil, já que aqui, esse direito não está garantido às mulheres. Segundo o Código Penal, de 1940, o aborto ainda é considerado crime, ressalvando os casos de estupro, anencefalia e risco de vida da mulher.
Entretanto, cada vez mais tem compartilhado nas redes sociais as experiências que tiveram com o aborto e reforçando a visão de que a prática deve ser uma escolha das mulheres, e não dos governos ou entidades religiosas.
No Twitter, a hashtag “Shout Your Abortion” (Grite o seu Aborto, em tradução livre) ganhou diversas adeptas após Bobby Jindal, governador da Louisiana e possível candidato a presidência do país, clamou por uma “investigação criminal” em torno da Planned Parenthood, organização não governamental que provê serviços para saúde reprodutiva para milhares de mulheres.
“Muitas pessoas acreditam que, se você é uma boa mulher, a escolha de fazer um aborto deve ser acompanhada de algum nível de tristeza, vergonha ou arrependimento. Mas quer saber? Eu tenho um bom coração e ter abortado me deixou feliz. Por que eu não ficaria feliz em não ter sido forçada a me tornar mãe?”, escreveu uma das mulheres.
No Facebook, além dos relatos, não é difícil encontrar páginas que orientam o que fazer e que remédios tomar para um aborto seguro.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,25 milhão de abortos ilegais ocorrem anualmente no Brasil.
(DOL)
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